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Baltazar Garzón alerta para "condições humanitárias lamentáveis" da prisão de Assange

Lusa 10 de Outubro de 2019 às 19:45

Baltazar Garzón, ex-juiz da Audiência Nacional espanhola e coordenador da defesa do fundador do Wikileaks, denunciou hoje as "condições humanitárias lamentáveis" em que está detido em Londres Julian Assange, alvo de um processo de extradição para os Estados Unidos.

Falando aos jornalistas à margem da conferência internacional em Lisboa sobre "Ameaças ao Estado de Direito Democrático no século XXI", Baltazar Garzón revelou que Julian Assange " só tem uma hora por dia para comunicar" com outras pessoas.

O antigo magistrado da Audiência Nacional referiu que foi intentada uma ação judicial em Espanha depois de ter tido conhecimento de que a própria empresa de segurança da embaixada do Equador - onde Assange esteve exilado durante anos - utilizou os mecanismos de vigilância para espiar "não só os advogados de defesa e as visitas" do fundador do Wikileaks, mas também o próprio Assange, através de câmaras e microfones ocultos.

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