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Banco ilegal de sangue

O Instituto Português do Sangue (IPS) apresentou, no início de Outubro, uma notificação à Inspecção-Geral de Saúde e denúncias ao director-geral da Polícia Judiciária e dois ministérios públicos contra um alegado banco privado de sangue, em Portugal, e que faz publicidade através da internet, noticiou ontem o ‘Jornal Nacional’ da TVI.
5 de Novembro de 2006 às 00:00
O referido banco de sangue intitula-se como uma unidade privada de saúde a que as pessoas aderem mediante o pagamento anual de 60 euros, com vista a resolverem os problemas de carência de sangue no nosso país. O sangue será fornecido por um “instituto internacional francês”. Só que a lei portuguesa proíbe o comércio de sangue humano.
Segundo Almeida Gonçalves, director do IPS, esta instutuição não contactou as autoridades de saúde pelo que não pode garantir a qualidade e segurança do serviço e desaconselhou as pessoas a associarem-se.
O alegado banco de sangue é fomentado pela Fundação Manuel Carvalho, instituição que pertence a um ex-deputado do PP, residente em Armamar, onde tem interesses imobiliários e uma ourivesaria, que funciona também como sede do alegado banco.
Manuel Carvalho defende-se alegando que se limitou a criar uma base de dados para resolver a carência de sangue dos portugueses.
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