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Banco Morgan Stanley vê pouca margem de manobra para reestruturação da dívida portuguesa

17 de Março de 2014 às 14:45

O banco Morgan Stanley vê pouca margem de manobra para uma restruturação da dívida portuguesa, alegando que tal afetaria o sistema financeiro nacional, afirmou hoje a economista-chefe para a Europa, Elga Bartsch.

"Em termos de restruturação da dívida soberana, penso que já não haveriam muitos benefícios em Portugal porque, se se decidisse reduzir o valor [writedown] das obrigações do Governo, desencadear-se-ia quase imediatamente uma recapitalização do sistema bancário. Ou seja, o resultado não seria uma redução do valor da dívida do país, mas uma transferência de um lado para outro", disse hoje à agência Lusa durante um briefing para jornalistas em Londres.

França e Alemanha deveriam também opor-se porque "aprenderam com os erros cometidos na Grécia", vincou a economista alemã, enquanto o FMI não deverá aceitar um programa de assistência adicional para a sustentabilidade da dívida devido aos critérios usados por aquela instituição, que tem em conta apenas o valor em termos reais.

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