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Resgate do Banif vai ter impacto no défice

Mário Centeno confirmou Orçamento Retificativo.
Lusa 21 de Dezembro de 2015 às 15:01
Mário Centeno afirmou que o impacto nas contas públicas será de 2,2 mil milhões de euros
Mário Centeno afirmou que o impacto nas contas públicas será de 2,2 mil milhões de euros FOTO: Pedro Nunes/Lusa

O ministro das Finanças disse esta segunda-feira que o resgate do Banif fará aumentar o défice de 2015 em mais de um ponto percentual do PIB, e que um possível procedimento por défices excessivos por parte da Comissão Europeia terá que se esperar.

Mário Centeno, que falava aos jornalistas após o Conselho de Ministros extraordinário, afirmou que o impacto nas contas públicas será de 2,2 mil milhões de euros, sendo que em termos de défice, embora seja ainda difícil de calcular, por as contas não estarem fechadas, "vai fazer aumentar o défice em mais de um ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB)".

O ministro das Finanças acrescentou que "o impacto no défice decorre da alteração que está a ser proposta à lei orçamental", o Orçamento Retificativo, sendo que a saída do procedimento dos défices excessivos "é um processo de avaliação que a Comissão Europeia irá desenvolver a partir do momento em que for apurado o défice de 2015".

Centeno afirmou que os direitos laborais dos trabalhadores do Banif após o resgate do banco "serão respeitados" e uma parte passará para o Santander Totta e outra para a sociedade veículo criada para absorver os ativos tóxicos.

O ministro das Finanças disse que "parte dos trabalhadores passam para a alçada do Santander Totta e outra parte fica no veículo de gestão de ativos" criado pelo Estado para absorver o que o Santander Totta não quis.

Passos não atuou por questões eleitorais

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu no domingo que a venda do Banif ao Santander, por 150 milhões de euros, tem um "custo muito elevado", mas é a solução que "melhor defende o interesse nacional".

Mário Centeno afirmou ainda que há "alguma evidência" de que o governo de Passos Coelho não atuou no caso do Banif por questões eleitoralistas e que essa decisão "restringiu bastante as opções" do atual executivo.

Referiu que "há três anos que o Banif tinha uma ajuda de Estado que era classificada pela Comissão Europeia como temporária", sendo que foram submetidos oito processos de restruturação e nunca aprovados.

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