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Bases do Podemos rejeitam unir-se ao PSOE-Ciudadanos

Deputados têm até 2 de maio para eleger um presidente do Governo.
18 de Abril de 2016 às 13:24
Bases do Podemos rejeitam unir-se ao PSOE-Ciudadanos para Governo em Espanha
Bases do Podemos rejeitam unir-se ao PSOE-Ciudadanos para Governo em Espanha FOTO: Paco Campos/EPA
Os simpatizantes do Podemos rejeitaram esta segunda-feira (com uma maioria de 88,2%) que o partido se associe ao acordo entre o PSOE e o Ciudadanos, optando por um Governo de coligação à esquerda que os socialistas também recusam.

O Podemos convocou uma votação sobre um apoio ao pacto PSOE-Ciudadanos (com a alternativa de optar por um governo de coligação de esquerda) para os dias 14 a 16 de abril, na sua página de Internet. Dos 393 mil inscritos votaram quase 150 mil simpatizantes da formação de Pablo Iglesias.

Entre os que votaram, 88,23% rejeitaram uma adesão do partido ao acordo entre PSOE e Ciudadanos - algo que os socialistas tinham vindo a pedir para viabilizar a investidura do seu secretário-geral, Pedro Sánchez, e impedir uma nova legislatura do PP.

A primeira das perguntas na consulta aos militantes do Podemos era precisamente sobre se apoiava o acordo Rivera-Sánchez (numa referência aos líderes do Ciudadanos, Albert Rivera, e do PSOE). PSOE e Ciudadanos somam 130 votos no parlamento, pelo que uma abstenção ou "sim" do Podemos (69 deputados) lhes daria a maioria absoluta.

A segunda pergunta era se apoiava a linha da direção do Podemos, que visa um governo de coligação de esquerda, liderado pelo PSOE mas integrado também por membros do Podemos e da Izquierda Unida (partido comunista). Esta via soma 161 votos no Congresso dos Deputados.

Nove em cada dez simpatizantes do Podemos (91,79%) apoiaram a segunda via. Ao anunciar a consulta, a direção do Podemos admitiu a hipótese de se demitir caso as bases não rejeitassem o acordo PSOE-Ciudadanos.

Os deputados espanhóis têm até 2 de maio para eleger um presidente do Governo, caso contrário Espanha parte para novas eleições gerais a 26 de junho.

Nas eleições de dezembro, o PP ganhou sem maioria absoluta (123 deputados), abrindo caminho a uma "solução à portuguesa" - um governo de coligação de esquerda - que nunca chegou a ser acertada entre os partidos.
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