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Crescimento do emprego na Zona Euro maior que o previsto

Banco Central Europeu satisfeito com resultados alcançados desde 2013.
Lusa 22 de Setembro de 2016 às 12:04
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Banco Central Europeu, Alemanha, Espanha, BCE, Produto Interno Bruto, Itália, economia, negócios e finanças, macroeconomia, economia (geral), conjuntura FOTO: Bruno Simão

O crescimento do emprego na zona euro desde 2013 foi mais intenso do que o estimado, segundo o Banco Central Europeu, que elogia Alemanha e Espanha pelas medidas tomadas e insta outros países a adotarem reformas adicionais.

Num artigo do boletim económico esta quinta-feira divulgado, o Banco Central Europeu (BCE) afirma que a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro desde o segundo trimestre de 2013 foi acompanhada de um crescimento do emprego maior do que o previsto.

O BCE sublinha "uma possível mudança estrutural na relação subjacente entre o emprego e o PIB" e considera que se produziu uma melhoria da relação entre o emprego e o crescimento do PIB.

Segundo o BCE, a causa de parte da melhoria são as mudanças na composição setorial do crescimento do PIB para um maior peso do setor serviços, a mudança na composição do emprego para o trabalho a tempo parcial, as reformas estruturais dos mercados laborais e as medidas fiscais adotadas nalguns países.

Estas mudanças geraram um mercado laboral mais flexível e com maior capacidade de resposta à evolução cíclica.

Contudo, o BCE sublinha que "é demasiado cedo para saber se é provável que o forte crescimento que se verificou no emprego recentemente será uma característica de longo prazo dos mercados de trabalho da zona euro".

Assim, o BCE sublinha que os dois países com maior crescimento do PIB e do emprego desde que se iniciou a recuperação, que são a Alemanha e Espanha, são dos adotaram reformas laborais de maior alcance desde meados da década de 2000.

"A reforma do mercado de trabalho introduzida em Itália em 2015 também contribuiu para imprimir um renovado dinamismo ao emprego naquele país nos últimos trimestres", adiante o BCE.

Por isso, o BCE insta outros países da zona euro a adotarem reformas adicionais.

Os empregados da zona euro trabalharam em média menos horas desde 2008 devido ao aumento do trabalho a tempo parcial na indústria, nos setores da construção e dos serviços, adianta a instituição.

A forte expansão do emprego nalguns países antes da crise estava associada ao aparecimento de desequilíbrios setoriais que foram insustentáveis a longo prazo, recorda o BCE.

"Contudo, desde que começou a recuperação do PIB na zona euro, as respostas do emprego ao crescimento do PIB foram pelo menos tão intensas como as registadas no período anterior à crise", adianta o BCE.

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