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Correio da Manhã

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BE culpa Governo por recessão

O Bloco de Esquerda considera que os números do PIB de 2011 divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de EStatística são "um rombo brutal" na economia portuguesa "patrocinado" pelo Governo ao decidir cortar nos subsídios de Natal.
14 de Fevereiro de 2012 às 13:25
O deputado bloquista, Pedro Filipe Soares
O deputado bloquista, Pedro Filipe Soares FOTO: Sérgio Lemos

"Os dados hoje conhecidos têm o rosto de um rombo brutal patrocinado pelas políticas de Vítor Gaspar e Passos Coelho. Os próprios dados do desemprego da OCDE dão conta deste deslize brutal na economia portuguesa", disse o deputado do BE Pedro Filipe Soares, numa declaração no Parlamento.

"Se há um recessão de 1,5 em 2011 nós percebemos que ela é alcançada com um deslize brutal no último trimestre com aquela que foi a medida fundamental do Governo de Passos Coelho em 2011, o corte de metade do subsídio de Natal dos portugueses. E com isso não há exportações que nos valham porque vão ao bolso dos portugueses, cortam no rendimento das famílias", defendeu o deputado.

Para Pedro Filipe Soares, a estas medidas juntou-se o "contexto internacional", que "também leva a economia para a recessão profunda".

"Tudo isto somado, temos em Vítor Gaspar e Passos Coelho o rosto de uma recessão que se prevê que se agrave. Mas os números da actualidade já dão conta de um aumento brutal do desemprego e da destruição da economia", acrescentou.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal diminuiu 1,5 por cento em 2011 por comparação com o ano anterior, segundo uma estimativa rápida das contas nacionais divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este valor é ligeiramente menos negativo do que as estimativas do Banco de Portugal (BdP) e do Governo - que esperavam uma recessão de 1,6 por cento para 2011.

O deputado do BE comentou ainda o novo corte na classificação da dívida portuguesa pela Moody's, apesar "de o BE não acompanhar esta supremacia das agências de ´rating´".

"Mas a Moody's diz aquilo que é óbvio aos olhos de todos. Não havendo política de crescimento, estando a Europa apenas e só empenhada na austeridade, não há saída para esta crise do euro. E, por isso, enquanto a Europa não se convencer de que é da Europa que tem de sair uma solução para a crise do euro, o euro continuará a ser atacado também pelas agências de ´rating´", afirmou.

A Moody's baixou na segunda-feira o 'rating' de seis países europeus, incluindo de Portugal, e ameaça cortar o triplo A de França, Reino Unido e Áustria, considerando que estão expostos aos "riscos financeiros e macroeconómicos crescentes que emanam da zona euro".

Economia BE INE OCDE
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