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Correio da Manhã

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Benfica hipoteca jogadores

O Benfica 'hipotecou' cinco jogadores do seu plantel principal - Petit, dos Santos, Fyssas, Geovanni e Carlitos à empresa de construção Somague. Os passes dos referidos atletas servem de garantia para o pagamento da dívida relativa à construção do novo Estádio da Luz.
1 de Agosto de 2005 às 09:40
A construção do novo Estádio da Luz custou 162 milhões de euros e o Benfica ainda têm em dívida cerca de 64 milhões de euros. "Tudo o resto está pago", assegurou Domingos Soares de Oliveira, administrador da Benfica SAD, ao 'Jornal de Negócios'.
No passado dia 14 de Janeiro, segundo revela o 'Jornal de Negócios' na sua edição desta segunda-feira, a direcção do Benfica assinou um contrato com a Somague, estipulando o pagamento em 59 prestações de uma tranche de 19,3 milhões de euros. A garantia dada pelos 'encarnados' sobre este contrato foram os passes de Petit (os 50% detidos pela Benfica SAD), dos Santos, Fyssas, Geovanni e Carlitos.
Ao abrigo do referido contrato, a Somague pode accionar a cláusula de garantia se o Benfica falhar uma prestação, passando então a deter os direitos sobre os passes dos atletas dados como garantia. O contrato estipula ainda que o Benfica fica obrigado a dar como garantia o passe de outro jogador caso um dos cinco dados como garantia sejam vendidos. E estipula que terá de ser um passe de valor semelhante ao do jogador eventualmente vendido.
Em caso de incumprimento do contrato por parte da Benfica Estádio, a Somague passa também a deter garantias sobre os direitos pagos pela Olivedesportos pela transmissão televisiva de jogos do Benfica nas épocas de 2011/2012 e 2012/2013, equivalentes a 7,5 milhões de euros/ano.
Ainda no âmbito do referido contrato, a Somague tem outras garantias complementares a título de penhora, como as rendas de 100 mil euros mensais pagas pela Benfica SAD à Benfica Estádio pela utilização do Estádio da Luz; as rendas de 270 mil euros/ano de dois camarotes em específico e de todos os restantes em geral e ainda as receitas dos bilhetes de época, neste caso tendo como referência os valores obtidos nessa venda em 2003/2004, que ascendem a 2,640 milhões de euros/ano.
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