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Lesado do BES puxa António Costa durante protesto em Gaia

À saída do carro, Costa ainda chegou a ser puxado por um dos representantes do grupo.
Lusa 14 de Abril de 2019 às 14:27
António Costa recebido em Gaia por protesto ruidoso dos lesados
António Costa recebido em Gaia por protesto ruidoso dos lesados
António Costa recebido em Gaia por protesto ruidoso dos lesados
António Costa recebido em Gaia por protesto ruidoso dos lesados
António Costa recebido em Gaia por protesto ruidoso dos lesados
António Costa recebido em Gaia por protesto ruidoso dos lesados

O primeiro-ministro, António Costa, foi hoje recebido em Vila Nova de Gaia por um grupo de lesados do BES/Novo Banco que, ao som de apitos e bombos e junto a bandeiras negras, gritava "devolvam o nosso dinheiro".

"Ganharam todos. Só os lesados é que foram vigarizados" ou "Vergonha, não há justiça" são algumas das frases das faixas e cartazes colocados ao longo da rua de frente para o pavilhão municipal de Avintes, Gaia, onde o secretário-geral do PS, António Costa, e do cabeça de lista às eleições europeias, Pedro Marques, vão almoçar com centenas de militantes socialistas numa ação de pré-campanha eleitoral.

O programa previa que António Costa chegasse às 12h30, tendo o primeiro-ministro chegado cerca das 13h30, acompanhado por Pedro Marques e pelo presidente da Câmara de Gaia, o socialista Eduardo Vítor Rodrigues.

À saída do carro, Costa ainda chegou a ser puxado por um dos representantes do grupo de lesados do BES/Novo Banco, mas com a intervenção da segurança acabou por entrar no recinto debaixo de um coro de gritos, som de apitos e megafones.

A este ruído juntou-se o som de nove bombos do Grupo de Mareantes do Rio Douro, uma coletividade local que desfilou em frente aos lesados do BES/Novo Banco ao longo do final da manhã e depois ladeou a entrada do primeiro-ministro no recinto de Avintes.

Antes, o líder da Distrital PS/Porto, Manuel Pizarro, foi junto dos lesados do BES/Novo Banco para perceber as reivindicações do grupo e prometeu recebê-los na quinta-feira e, aos jornalistas, disse "perceber o desespero daquelas pessoas", mas frisou que "neste momento estão em causa apenas 7% dos lesados porque não quiseram chegar a acordo".

Ao início da manhã, em declarações à agência Lusa, António Silva, um dos lesados do BES/Novo Banco, contava que o grupo fez "pelo menos 40 manifestações" e, garantiu, "está pronto para só parar quando reaver o dinheiro" que considera ter sido "roubado".

"Somos vítimas de uma burla. Existia uma provisão e as entidades prometiam segurança, mas já se passaram cinco anos e não temos o nosso dinheiro, o dinheiro de uma vida. Continuamos a zero", disse António Silva.

Ao lado, Manuel Sousa, emigrante em França há 49 anos, contou que partiu para Paris "em criança para trabalhar muito" e agora volta a Portugal "sem nada".

"Sou lesado, sou roubado. Fui para França porque meu país não me oferecia uma alternativa, mas nunca desisti da minha pátria onde quis sempre fazer o depósito das minhas poupanças, mas um dia dei com as minhas contas a zero. O Novo Banco é o culpado e o Governo tem de fazer alguma coisa", referiu.

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