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Bloco Central "é uma ilusão"

O primeiro-ministro, José Sócrates, rejeitou por completo a hipótese de estabelecer um Bloco Central com o PSD, reiterando que a maioria absoluta "é a melhor forma de garantir a estabilidade política e ajudar as pessoas a enfrentar a crise".
10 de Maio de 2009 às 16:52
Sócrates esteve em campanha em Torres Novas
Sócrates esteve em campanha em Torres Novas FOTO: João Relvas/Lusa

'Isso é tudo uma ilusão. O que está em jogo nas eleições legislativas é o dilema de sempre: ou as pessoas escolherão o que é o centro-esquerda, ou escolhem o bloco de política de direita. isto é o que realmente está em jogo', afirmou o governante em Torres Novas, onde fez campanha ao lado do candidato ao Parlamento Europeu, Vital Moreira.

Para o primeiro-ministro, 'a melhor forma de garantir a estabilidade política e que o Estado faz alguma coisa para ajudar as pessoas a enfrentar a crise é dar uma maioria absoluta ao PS'. Sócrates sublinhou que a maioria não serve para o PS 'ter mais poder, mas para garantir melhor um Governo forte'.

'O PS já mostrou o que quer fazer e como quer responder à crise e a nossa forma de responder é pôr o Estado a ajudar as famílias, as empresas, a proteger o emprego e a fazer mais investimento público', sustentou. Em momento de campanha eleitoral para as europeias, Sócrates não deixou de acusar a direita, nomeadamente o PSD, de propor 'não fazer nada', e por sempre ter tido 'um programa de reduzir o peso do Estado, que agora está meio escondido, de privatização da Segurança Social, na Saúde e em todos os serviços públicos'.

Sobre o acto eleitoral de 7 de Junho, Sócrates reafirmou o seu empenho na campanha, apoiando Vital Moreira. 'Estas eleições são muito importantes, os portugueses precisam de perceber que estas são eleições europeias, mas que está em jogo nesta eleições muito do interesse dos portugueses', disse.

O primeiro-ministro defendeu ainda a importância da União Europeia na ajuda a Portugal para 'resistir e ultrapassar a crise'. 'Estas eleições precisam do voto de todos os portugueses, para resistirmos à crise, mas também pelo interesse de cada um nós', sublinhou.

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