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Bomba norte-americana usada em ataque no Iémen

Amnistia garante que ataque aéreo a hospital usou engenho feito nos EUA.
19 de Setembro de 2016 às 11:27
A campanha intensiva de raides aéreos que a coligação árabe tem levado a cabo no Iémen não tem poupado alvos civis
A campanha intensiva de raides aéreos que a coligação árabe tem levado a cabo no Iémen não tem poupado alvos civis FOTO: EPA
Uma bomba de fabrico norte-americano foi utilizada em 15 de agosto no Iémen num ataque aéreo contra um hospital dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), fazendo 19 mortos e 24 feridos, revelou esta segunda-feira a Amnistia Internacional (AI).

De acordo com especialistas em armamento consultados pela AI, que examinaram fotografias feitas por um jornalista no local, uma bomba área de precisão do tipo Paveway foi utilizada no ataque.

O ataque deu origem à abertura de um inquérito pela coligação árabe liderada pela Arábia Saudita que intervém no Iémen em apoio ao governo contra os rebeldes xiitas aliados ao ex-presidente iemenita Ali Abdallah Saleh, que controlam vastas áreas do país, incluindo a capital Sanaa.

"É escandaloso que alguns estados continuem a fornecer à coligação liderada pela Arábia Saudita armas, incluindo bombas aéreas e aviões de combate, apesar das provas evidentes que estas armas são utilizadas para atacar hospitais e outros alvos civis em violação da lei humanitária internacional", declarou num comunicado enviado às redações internacionais Philip Luther, diretor regional de investigação da AI.

A organização de defesa dos direitos humanos com sede Londres apelou a todos os países, "incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, a parar imediatamente o fornecimento de armas suscetíveis de serem utilizadas no conflito iemenita".

A campanha intensiva de raides aéreos que a coligação árabe tem levado a cabo desde há um ano no Iémen não tem poupado alvos civis.

Um terço dos alvos atingidos pelos ataques da coligação são civis e incluem hospitais e escolas, de acordo com a edição da passada sexta-feira do diário britânico The Guardian.

A guerra no Iémen fez já mais de 6.600 mortos desde março de 2015.
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