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BPI passa de prejuízos a lucros anuais de 236,4 ME em 2015

BPI rejeita proposta de compra de 10% do Banco de Fomento Angola pela Unitel.
Lusa 27 de Janeiro de 2016 às 17:02
O presidente executivo do BPI Fernando Ulrich
O presidente executivo do BPI Fernando Ulrich FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa

O Banco BPI teve um lucro líquido consolidado de 236,4 milhões de euros em 2015, o que compara com os prejuízos de 163,6 milhões de euros registados em 2014.

O presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, está esta quarta-feira a fazer a apresentação dos resultados do banco em Lisboa.

O lucro líquido, diz a informação disponibilizada pela instituição, é resultado de 93,1 milhões de euros conseguidos na atividade doméstica e 143,3 milhões de euros das operações internacionais.

BPI rejeita proposta de compra de 10% do Banco de Fomento Angola pela Unitel

O Conselho de Administração do BPI anunciou esta quarta-feira que decidiu rejeitar, por unanimidade, a proposta apresentada pela Unitel, que oferecia 140 milhões de euros por 10% do capital do Banco de Fomento Angola (BFA).

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BPI informa que "na sua reunião de hoje, o Conselho de Administração analisou a proposta apresentada pela Unitel para a compra de ações representativas de 10% do capital social e direitos de voto do Banco de Fomento Angola (BFA) e deliberou por unanimidade decliná-la".

BPI pagou 14,5 ME para o Fundo de Resolução Europeu

O BPI pagou no ano passado 14,5 milhões de euros para o Fundo de Resolução Europeu, divulgou hoje o banco nas contas respeitantes a 2015.

De acordo com a apresentação feita pelo presidente executivo, Fernando Ulrich, em 2015 o BPI contribuiu com 14,5 milhões de euros para o Fundo de Resolução Europeu, no primeiro ano dessa contribuição.

Já para o Fundo de Resolução Nacional foram 2,8 milhões de euros, abaixo dos 2,7 milhões de 2014, e 700 mil euros para o Fundo de Garantia Depósitos, abaixo dos 3,3 milhões despendidos no ano anterior.

Em 2015, o BPI pagou ainda 13 milhões de euros de Contribuição Extraordinária sobre o Setor Bancário, menos 2,6 milhões do que os 15,6 milhões de euros de 2014.

BPI fechou 52 agências e cortou 63 postos de trabalho

O Banco BPI encerrou 52 balcões e diminui o quadro de pessoal em 63 pessoas na sua atividade doméstica em 2015, passando a contar com uma rede de distribuição de 597 agências e 5.899 trabalhadores em Portugal.

"Este esforço vai continuar de uma forma permanente mas gradual", afirmou Fernando Ulrich, presidente do BPI, durante a conferência de imprensa de divulgação das contas de 2015, em Lisboa. As novas tendências do setor bancário explicam esta necessidade de reajustamento da rede doméstica, explicou, acrescentando que as saídas de colaboradores vão ser feitas maioritariamente através dos processos normais de reforma e da contratação de pessoal a um ritmo inferior ao das saídas.

Já na atividade internacional houve a abertura de cinco agências para um total de 191 e foram contratados mais 86 funcionários para um total de 2.630. Assim, em termos consolidados, o grupo BPI fechou o ano passado com 788 balcões (inclui centros de investimento, lojas habitação e centros de empresas) e com 8.529 trabalhadores.

Banco de Portugal não convidou BPI para participar no concurso de venda do Banif
O presidente do Banco BPI revelou esta quarta-feira que a entidade não foi convidada pelo Banco de Portugal para o concurso de venda voluntária do Banif, antes da resolução, pelo que também não pôde apresentar proposta após a intervenção pública.

"O processo de venda do Banif foi organizado pelo Conselho de Administração do Banif em articulação com as autoridades, e as entidades que concorreram foram convidadas a participar no processo e o BPI não foi", afirmou Fernando Ulrich.

Isto, depois de ter sido questionado sobre as razões que tinham levado o BPI a abdicar da tentativa de compra do Banif, durante a apresentação das contas de 2015.

"Agora não posso reconstituir a história, mas caso tivesse sido convidado, provavelmente não teria apresentado uma proposta", disse o gestor.

E realçou: "Quando falhou a venda voluntária que estava em curso foi solicitado aos concorrentes que estavam nesse processo para participarem num novo. Apesar do BPI não ter sido convidado não era segredo que havia movimentos a correr".

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