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BPN: Deputados criticam Banco de Portugal

Os deputados da comissão sobre o BPN e a supervisão inerente criticaram esta terça-ferira a posição tomada pelo Banco de Portugal após as declarações na semana passada pelo antigo quadro do BPN António Franco.
17 de Fevereiro de 2009 às 19:26
BPN: Deputados criticam Banco de Portugal
BPN: Deputados criticam Banco de Portugal FOTO: d.r.

Num ponto prévio à reunião de hoje, o deputado do CDS-PP Nuno Melo pediu à presidente da comissão de inquérito à nacionalização do BPN e à supervisão inerente que intervenha junto do Banco de Portugal para que esta instituição deixe de 'ameaçar pessoas' que prestam declarações na comissão.

Na semana passada, após a audição do antigo quadro do BPN António Franco, o Banco de Portugal emitiu um comunicado em que lembrava que o ex-director de Operações do BPN colaborou 'na prestação de informações incompletas e não verdadeiras às autoridades'. No dia em que foi ouvido pela comissão, o ex-director de Operações do BPN tinha afirmado que o Banco de Portugal não fez as perguntas suficientes para descobrir o Banco Insular, uma vez que em regra se 'contenta com meias respostas' que fazem 'desaparecer os problemas'.

Numa nota enviada à imprensa após a audição, o Banco de Portugal salientou 'a confissão pública de que António Franco sistemática e deliberadamente colaborava na prestação de informações incompletas e não verdadeiras às autoridades'.

'O governador do Banco de Portugal ameaça as pessoas', disse hoje Nuno Melo, propondo à presidente da comissão que interceda junto do BdP para que este não 'iniba quem aqui vem prestar declarações'.

Na resposta, o deputado do PS Ricardo Rodrigues mostrou-se contra a proposta de Nuno Melo, ressalvando que 'até agora ninguém [ouvido na comissão] invocou qualquer ameaça'. No entanto, Ricardo Rodrigues considerou que se isso acontecer 'será inadmissível', pelo que a comissão deve 'accionar os meios para inviabilizar qualquer ameaça'.

O deputado do PSD, José Pedro Aguiar Branco, manifestou-se 'solidário com a observação de Nuno Melo', afirmando que se 'esta comissão é sobre a supervisão, exigia-se que o visado - que tem poderes - tivesse um especial dever de contenção'.

Já o comunista Honório Novo deixou claro que 'não vale a pena tomar a iniciativa' proposta pelo CDS-PP, mas considerou 'lamentável, que uma instituição que pode ser objecto de uma conclusão política desta comissão de inquérito sinta necessidade de emitir comunicados oficiais sempre que as opiniões aqui transmitidas não são do seu agrado'.

O deputado do Bloco de Esquerda João Semedo associou-se 'aos pontos de vista críticos', referindo que 'o BdP comporta-se como um Big Brother dos trabalhos desta comissão'.

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