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PCP critica "ofensiva golpista" contra Dilma Rousseff

Declara solidariedade com os trabalhadores e o povo brasileiros.
Lusa 18 de Abril de 2016 às 13:42
A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou no domingo o pedido de afastamento ("impeachment") de Rousseff do cargo
A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou no domingo o pedido de afastamento ('impeachment') de Rousseff do cargo FOTO: Ueslei Marcelino/Reuters

O PCP declarou esta segunda-feira a sua solidariedade com os trabalhadores e o povo brasileiros perante a aprovação do pedido de impugnação da Presidente Dilma Rousseff, classificando-o como "novo e perigoso passo em frente" da "ofensiva golpista".

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou no domingo o pedido de afastamento ("impeachment") de Rousseff do cargo, com 367 votos a favor e 137 contra a destituição.

Em comunicado, os dirigentes comunistas portugueses lembram que o "processo foi desencadeado e é conduzido por deputados com um historial de irregularidades e ilegalidades e sobre os quais pendem processos de investigação criminal".

Para o PCP, trata-se de uma manobra das "forças reacionárias e o imperialismo, que nunca se conformaram com a derrota do seu candidato nas eleições presidenciais de 2014 e têm procurado por todos os meios reverter o processo de mudanças iniciado em 2002 com a vitória de Lula da Silva".

"O PCP, solidário com os trabalhadores e o povo brasileiro, em defesa da democracia e pelo necessário aprofundamento das suas conquistas, expressa em particular a sua solidariedade ao PC do B [Brasil], ao PT e às demais forças que corajosamente lutam para derrotar os ambiciosos projetos da reação e do imperialismo visando a recuperação das posições que nos últimos anos perderam no Brasil e na América Latina", lê-se no texto.

Ainda na Câmara dos Deputados do Brasil, registaram-se sete abstenções e duas ausências, numa sessão em que eram necessários os votos de pelo menos 342 deputados para aprovar a abertura do processo de destituição da presidente, o qual vai agora seguir para o Senado, onde também terá de ser aprovado, por maioria simples.

Caso venha a acontecer, Dilma Rousseff será temporariamente afastada do cargo e o vice-presidente, Michel Temer, passa a assumir o cargo.

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