Burlaram 50 em 5 milhões

Um dos arguidos do caso das burlas com ‘off-shores’ fictícios numa ilha do Pacífico Sul, que convenceu o irmão do Presidente da República – Rogério Cavaco Silva – a participar no negócio, negou ontem, no Tribunal das Caldas da Rainha, que tenha cometido os crimes.
04.05.06
  • partilhe
  • 0
  • +
Fernando Cardoso, de 49 anos, professor do Ensino Secundário, e mais três sócios fundaram a Luso-African Investiments, da qual Rogério Cavaco Silva se tornou gerente em 1996. O irmão do PR foi convencido a participar na sociedade (25% do capital) e a pagar antecipadamente 10% do valor que pretendia para financiar um empreendimento, mas nunca recebeu qualquer verba.
O empresário Rogério Cavaco Silva é um dos 50 lesados neste processo de burlas, em que é acusada uma empresa da Benedita, em Alcobaça, e envolve mais de cinco milhões de euros. O caso está a ser repetido, depois de o primeiro julgamento, em 2001, ter sido anulado pela Relação de Coimbra.
A empresa Consulting and Investments (que centralizava as restantes) cativou clientes para fazerem um depósito inicial de 10% do valor do financiamento que pretendiam. Em contrapartida pela concessão dos financiamentos, os lesados eram ainda convencidos a comprar sociedades ‘off-shore’ no paraíso fiscal do ‘Estado de Melchizedek’, um atol da Polinésia Francesa.
As vítimas nunca tiveram qualquer retorno dos seus investimentos, ao contrário do que terá acontecido com os quatro arguidos no processo.
Fernando Cardoso explicou que teve conhecimento das “vantagens fiscais” concedidas em Melchizedek, e adquiriu 20 sociedades.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!