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BUSH ADIA ANÚNCIO DA PALESTINA

A Casa Branca (presidência dos Estados Unidos da América) condenou o atentado suicida de hoje em Jerusalém e fez saber que o momento não é propício para que o presidente George W. Bush apresente o muito aguardado novo plano para a paz israelo-palestiniana.
19 de Junho de 2002 às 19:32
“É óbvio que o rescaldo imediato não é o momento correcto”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleisher, garantindo que Bush sabe o que quer dizer mas que vai aguardar por melhor altura.

O ministro palestiniano do Trabalho, Ghassan al-Khatib, já criticou o adiamento, argumentando que este favorece o ciclo de violência.

Bush recebeu na semana passada em Washington, em datas separadas, o presidente do Egipto, o primeiro-ministro de Israel e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita. Estes encontros serviram para elaborar um plano que, segundo fontes próximas do processo, estipula um calendário para a criação do Estado palestiniano mesmo que não estejam concluídas na altura as negociações finais sobre o estatuto de Jerusalém e o traçado das fronteiras.

O dia de hoje foi exemplar para definir a diferença das abordagens europeia e norte-americana ao problema israelo-palestiniano. Bush adiou o anúncio de uma nova iniciativa política. O Parlamento Europeu deu luz verde à proposta da Comissão Europeia para o envio de mais de 18 milhões de euros em ajuda financeira para a Autoridade Nacional Palestiniana.

Esta ajuda só foi possível depois de a Comissão ter investigado a denúncia israelita de que os dinheiros do estrangeiro servem à Autoridade Palestiniana para financiar o terrorismo. Bruxelas concluiu que não é assim.
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