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Correio da Manhã

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Bush alerta para dependência do petróleo

No seu tradicional discurso do Estado da Nação, proferido a noite passada em Washington, o presidente norte-americano, George W. Bush, alertou para o facto de os EUA estarem “viciados no petróleo do Médio Oriente”, defendendo a ideia de que o país deve acabar com essa dependência, através do recurso a novas tecnologias e fontes de energia alternativas.
1 de Fevereiro de 2006 às 08:50
Bush alerta para dependência do petróleo
Bush alerta para dependência do petróleo FOTO: Reuters
“Aplicando o talento e a tecnologia dos EUA, este país pode melhorar significativamente o nosso meio ambiente, ir mais além do que uma economia baseada no petróleo, e transformar a nossa dependência do petróleo do Médio Oriente numa coisa do passado”, afirmou o presidente norte-americano, sublinhando o facto de os EUA serem “viciados em petróleo”, que é muitas vezes “importado de zonas instáveis”.
Além desta prioridade, bastante importante numa altura em que Bush continua a perder popularidade junto dos seus conterrâneos, em grande parte, precisamente devido aos preços elevados dos combustíveis, outros dos objectivos da sua política em 2006 são a conclusão da missão no Iraque, a questão nuclear iraniana e a manutenção da luta contra o terrorismo, a nível interno e externo.
No domínio da luta contra o terrorismo além-fronteiras, o presidente norte-americano voltou a colocar a missão norte-americana no Iraque como uma das prioridades do seu governo para o corrente ano. Na sua opinião, os soldados dos EUA só deverão abandonar aquele país quando for obtida “uma vitória total” contra “os inimigos da liberdade”, concluindo-se, assim, a missão lançada em Março de 2003.
“Uma retirada repentina das nossas forças significaria abandonar os nossos aliados iraquianos à morte e à prisão”, defendeu George W. Bush, reafirmando a ideia de que “a missão é difícil, porque o inimigo é brutal, mas que “os EUA entraram nesta luta para ganhar, o que está a acontecer”. Também a nível interno, pretende manter os propósitos de evitar que ocorram novos ataques como os do 11 de Setembro de 2001.
Nesse sentido, não abre mão do polémico programa de espionagem interno. “É essencial para a segurança dos EUA”, justificou alegando que podem existir pessoas dentro do país que estejam a contactar com a organização terrorista Al-Qaeda. “Queremos saber se isso acontece, porque não vamos ficar sentados à espera de sermos atacados novamente”, argumentou.
Durante o seu discurso sobre o Estado da Nação, Bush apelou ainda ao movimento radical palestiniano Hamas, que venceu recentemente as eleições legislativas na Palestina, para renunciar à violência e trabalhar para a paz, além de reconhecer o Estado de Israel. “O povo palestiniano votou nas eleições, agora os dirigentes do Hamas devem reconhecer Israel, desarmar as milícias, rejeitar o terrorismo e trabalhar para uma paz duradoura”, referiu.
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