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Correio da Manhã

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Cabeçadas questiona legitimidade

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Mendes Cabeçadas pôs ontem em causa a representatividade das associações militares que marcaram uma manifestação de protesto para hoje.
13 de Setembro de 2005 às 01:59
Mendes Cabeçadas
Mendes Cabeçadas FOTO: d.r.
Em declarações à RTP citadas pela Rádio TSF, o almirante Mendes Cabeçadas afirmou que "as associações militares que convocaram (a manifestação) não representam a totalidade dos militares, muitos não se identificam" com o protesto.
A realização da manifestação, marcada para as 19h00 de terça- feira, depende de o Tribunal Administrativo se pronunciar em tempo útil sobre o recurso que as associações promotoras interpuseram da decisão do Governo de proibir a iniciativa.
Mendes Cabeçadas afirmou que a manifestação "arrisca-se a criar clivagens totalmente desnecessárias" nas Forças Armadas.
A Associação Nacional de Sargentos já respondeu ao chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, contrapondo que as acções de protesto não só não violam a Lei como não prejudicam a coesão e disciplina militares.... "antes pelo contrário", sublinhou a fonte citada pela TSF.
MARQUES MENDES CONTRA
O presidente do PSD, Marques Mendes, manifestou-se contra a manifestação agendada pelas associações de militares, por considerar que "não é correcta nem prestigia as Forças Armadas".
Em entrevista publicada na edição desta terça-feira do jornal 'Público', o líder social-democrata argumenta que às associações militares é vedado o "poder de convocar" iniciativas de "natureza inequivocamente sindical". Mas Marques Mendes também aponta críticas ao Governo comentando que este ainda "não percebeu que se pode decidir sem ter a necessidade de agredir".
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