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Cameron desafia defensores do 'Brexit' a assumirem riscos

Primeiro-ministro britânico marcou para 23 de junho um referendo.
Lusa 28 de Fevereiro de 2016 às 03:16
Cameron descarta a ideia de que o Reino Unido poderia continuar a aceder ao mercado único europeu sem pertencer à UE
Cameron descarta a ideia de que o Reino Unido poderia continuar a aceder ao mercado único europeu sem pertencer à UE FOTO: Peter Nicholls/Reuters

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, desafiou este domingo os defensores da saída do Reino Unidos da União Europeia (EU) a admitirem os riscos envolvidos nessa decisão.

Num artigo publicado no Sunday Telegraph, Cameron considera que os defensores da saída da UE são "extremamente vagos" quando questionados sobre a visão que têm do Reino Unido fora do bloco europeu.

Para o primeiro-ministro britânico, não se pode "simplesmente" assegurar "que tudo ficará bem" quando estão em causa postos de trabalho e o futuro do país.

Cameron descarta a ideia de que o Reino Unido poderia continuar a aceder ao mercado único europeu e questiona o que aconteceria à cooperação europeia a nível de segurança. O chefe do Governo britânico questiona ainda a ideia de que o Reino Unido teria mais influência internacional fora da UE.

Cameron marcou para 23 de junho um referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE, após um acordo com Bruxelas este mês. O 'mayor' de Londres, o deputado conservador Boris Johnson, anunciou que vai fazer campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE), depois de David Cameron, do mesmo partido, lhe ter dirigido um apelo em sentido contrário.

No acordo alcançado com os seus parceiros europeus, o primeiro-ministro David Cameron garantiu um estatuto especial do país e reformas em quatro áreas para fazer campanha pelo 'sim' no referendo sobre a permanência entre os 28: competitividade, governação da zona euro, benefícios sociais e soberania nacional.

Em relação aos benefícios sociais, foi acordado que a indexação dos abonos de família a crianças residentes fora do Reino Unido, "às condições de vida" do país de residência, começará a ser aplicada, a partir de 2020, a trabalhadores de qualquer Estado-membro.

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