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Correio da Manhã

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Caos nas Urgências esgota camas e macas nos hospitais

Greve dos técnicos de diagnóstico agrava tempos de espera.
Teresa Oliveira, Manuel Jorge Bento e Rui Pando Gomes 30 de Novembro de 2016 às 03:00
Em Setúbal, os tempos de espera pelas macas chegavam a ser superiores a três horas
Em Setúbal, os tempos de espera pelas macas chegavam a ser superiores a três horas FOTO: Direitos Reservados
O aumento da afluência aos serviços de Urgência dos hospitais, devido ao frio que se faz sentir de norte a sul do País, está a provocar o caos no atendimento. Há doentes, principalmente idosos, em cadeirões, por já não haver disponibilidade de camas de internamento.


Nos hospitais de Portimão e Setúbal, por exemplo, os bombeiros esperaram horas a fio pela devolução das macas onde transportam os doentes. Segundo apurou o CM, a área de decisão clínica das Urgências do hospital de Portimão chegou a acumular mais de 30 pessoas. Ao CM, a unidade confirmou o pico de afluência, garantindo estar a tentar minimizar os transtornos.

Em Setúbal, fonte do Hospital de São Bernardo garantiu que, pelas 19h00, já "não havia macas retidas". Ainda na segunda-feira, os picos de afluência levaram a demoras superiores a três horas.

Em Lisboa, o tempo de espera para triagem na Urgência do Hospital D. Estefânia ultrapassava os 90 minutos. O CM contactou a unidade, mas não obteve qualquer resposta.

A greve dos técnicos de diagnóstico está também a agravar os tempos de espera. O Hospital Pedro Hispano, Matosinhos, por exemplo, já desmarcou exames.
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