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Governo português apela ao diálogo sobre Catalunha

MNE defende "soberania de Espanha" e "direitos e liberdades da sua cidadania",
Lusa 22 de Dezembro de 2017 às 14:14
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva

O Governo português afirmou esta sexta-feira que uma futura solução de governação para a Catalunha, após as eleições realizadas na quinta-feira, terá de passar, à luz da complexidade dos resultados, por um empenho essencial num diálogo responsável e democrático.

"Atenta a complexidade da situação e dos resultados, o empenho num diálogo responsável e democrático será essencial para encontrar soluções de governação para a Catalunha, preservando a soberania de Espanha e assegurando plenamente os direitos e liberdades da sua cidadania", referiu um breve comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em nome do governo português, enviado às redações.

"O Governo português confia em que, no quadro da Constituição e da Lei, as instituições democráticas espanholas saberão cumprir esse desígnio de entendimento e concórdia", reforçou a mesma nota.

Os partidos que defendem a independência da Catalunha obtiveram nas eleições autonómicas de quinta-feira uma maioria absoluta no parlamento catalão e prometem manter o desafio secessionista a Madrid.

Nas eleições, os partidos independentistas obtiveram 70 dos 135 lugares do parlamento, um número que sobe para 78 lugares se forem contabilizados os defensores de um novo referendo legal (partidos independentistas mais CatComú-Podem).

No entanto, o partido vencedor das eleições foi o Cidadãos, mas a cabeça de lista, Inés Arrimadas, admitiu que não poderá ser chefe do governo regional, considerando a "lei injusta" que "dá mais lugares a quem tem menos votos" na rua.

O escrutínio realizado nesta região autónoma de Espanha registou uma participação histórica, com mais de 81% dos cidadãos catalães a ir às urnas, facto que também foi registado pelo ministério tutelado por Augusto Santos Silva.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros regista e saúda a expressiva participação popular e o elevado grau de civismo com que decorreram as eleições autonómicas na Catalunha, que refletem o desejo dos catalães de encontrar soluções para o seu futuro", destacou o comunicado.

As eleições de quinta-feira foram convocadas pelo chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, no final de outubro, no mesmo dia em que decidiu dissolver o parlamento da Catalunha e destituir o executivo regional presidido por Carles Puigdemont por ter declarado unilateralmente a independência da região.

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