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Correio da Manhã

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Catorze países colaboraram com a CIA

Um total de catorze países europeus, incluindo Portugal, colaborou com a CIA, ao permitir que os seus territórios fossem usados para efectuar voos que serviram para transportar suspeitos de terrorismo para prisões secretas, revelou esta quarta-feira a estação de televisão BBC.
7 de Junho de 2006 às 11:45
A conclusão faz parte de um relatório elaborado pelo deputado europeu suíço Dick Martins para o Conselho da Europa. No documento, é referido que o aeroporto de Santa Maria, nos Açores, terá sido usado para reabastecimento de aviões de transporte ao serviço da CIA para transportar os suspeitos de terrorismo.
Dick Martin acusa ainda a Roménia e a Polónia de terem permitido a abertura de centros de detenção secretos nos seus territórios. O relatório conclui que vários países europeus colaboraram activamente com a CIA, sendo que outros fizeram que não sabiam de nada ou não quiseram saber.
Além da colaboração activa da Roménia e Polónia, outros cinco países (Alemanha, Turquia, Espanha, Turquia e Chipre) autorizaram voos a partir dos seus territórios. Voos que fizeram escalas na Irlanda, Reino Unido, Portugal, Grécia e Itália, sendo que a Suécia e a Bósnia são outros dois países citados.
"NÃO TEMOS NENHUMA PROVA"
Em declarações à 'TSF', o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, António Carneiro Jacinto, disse que o autor do relatório referencia "uma escala técnica no aeroporto de Santa Maria, nos Açores, de um voo entre Atenas e Washington e nada mais do que isso". “Não temos nenhuma prova que isso tivesse posto em causa os Direitos Humanos, constituísse uma ofensa à soberania do Estado português, violação de acordos bilaterais ou do Direito Internacional."
BE QUER FREITAS NO PARLAMENTO
O Bloco de Esquerda (BE) exigiu hoje a presença do ministro da tutela Freitas do Amaral, com carácter de urgência, na Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias a fim de esclarecer os deputados sobre o envolvimento do Governo neste caso. "As informações agora divulgadas põem em causa as declarações do ministro e constituem um facto de enorme gravidade e podem significar o envolvimento do Estado português na violação grosseira de direitos, liberdades e garantias que fundamentam o Estado de direito”, afirmou a deputada Ana Drago no requerimento.
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