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CDS-PP: Conselho jurisdicional opta por directas

O Conselho de Jurisdição do CDS-PP decidiu na madrugada desta sexta-feira que podem ser convocadas eleições directas para a escolha do próximo líder democrata-cristão, apoiando assim a posição do ex-dirigente Paulo Portas.
23 de Março de 2007 às 17:32
Reunidos em Fátima, a convocação de directas foi aprovada com cinco votos a favor e dois contra.
O órgão jurisdicional do CDS-PP, denominado por Paulo Portas como o “tribunal do partido”, considerou ainda que a realização de um Congresso poderá ocorrer posteriormente, mas apenas com carácter ratificativo e não electivo.
Recorde-se que o ex-ministro da Defesa anunciou a intenção de recandidatar em eleições directas, ao contrário do actual dirigente democrata-cristão, Ribeiro e Castro, defensor de eleições em Congresso.
VICE-PRESIDENTE DEMITE-SE DO CONSELHO DE JURISDIÇÃO
O vice-presidnte do Conselho de Jurisdição do CDS-PP, Nuno Peres Alves, apresentou esta sexta-feira a demissão, depois de ter votado contra o parecer daquele órgão, que considerou ser “não um parecer jurídico, mas político”.
No último Conselho Nacional do partido, no domingo passado, 65% dos conselheiros votaram a favor da eleição através de directas. No entanto, a presidente do órgão, Maria José Nogueira Pinto, optou pela convocação do Congresso.
Na sequência deste encontro, que terminou com insultos e acusações de agressões, o ex-líder do partido pediu a intervenção do Conselho de Jurisdição.
Apoiantes de Ribeiro e Castro continuam a insistir que não é possível convocar eleições directas, pois estas não são possíveis sem alterar os Estatutos do partido.
Contactada pela TSF, a presidente do Conselho Nacional do partido, Maria José Nogueira Pinto, escusou-se a fazer comentários até ler o parecer de ontem no órgão do jurisdição.
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