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CDS-PP critica sistema de socorro em Odemira

O CDS-PP quer que o ministro da Saúde, Correia de Campos, esclareça em que condições foram prestados os socorros em dois casos de mortes ocorridas este mês em Odemira (Beja). Ontem, um homem acabou por morrer mais de quatro horas depois de terem sido accionados os primeiros meios de socorro.
21 de Janeiro de 2007 às 13:36
A Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo garantiu ontem que foram seguidos todos os procedimentos de emergência para tentar salvar o homem, de 57 anos, que faleceu ontem, vítima de ataque cardíaco. Uma informação confirmada pelo presidente da Câmara de Odemira, António Camilo, que declarou ter sido feito tudo o que era possível.
Recorde-se que no passado dia 8, um homem de 54 anos sofreu ferimentos graves ao ser atropelado em Odemira, mas só seis horas depois é que deu entrada no Hospital Santa Maria, em Lisboa, acabando por falecer alguns dias mais tarde.
Apesar das explicações dadas, a deputada democrata-cristã Teresa Caeiro revelou que o partido vai pedir a comparência de Correia de Campos na Assembleia da República, acrescentando que é importante que o governante esclareça porque é que não quis abrir um inquérito às circunstâncias em que ocorreu a primeira morte.
“Nada pode justificar uma situação destas”, declarou Teresa Caeiro, classificando o sucedido como “inadmissível e escandaloso”.
Também o dirigente do CDS-PP, Ribeiro e Castro, pediu este domingo a Correia de Campos que reveja o sistema de socorro em Odemira, salientando ser “indispensável” a existência de meios de socorro naquele concelho alentejano.
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