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CDS-PP pede demissão de Governadora Civil de Lisboa

A abertura do XXII congresso do CDS-PP, ontem, em Torres Novas, ficou marcada pelos pedidos de demissão da Governadora Civil de Lisboa, por ter sido desautorizada pelo Tribunal Constitucional (TC) que decretou a anulação do despacho que marcava as intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa (CML) para o dia 1 de Julho. Os trabalhos prosseguem este sábado, sendo que Paulo Portas deverá anunciar, à hora dos telejornais, o nome do candidato à autarquia lisboeta.
19 de Maio de 2007 às 12:38
Segundo a edição online do jornal ‘Público’, o líder da distrital de Lisboa do PP, António Carlos Monteiro foi o primeiro responsável a reclamar a demissão de Adelaide Rocha, seguindo-se o presidente da Mesa do Congresso, Luís Queiró.
O presidente do partido, Paulo Portas, não pediu directamente a demissão da Governadora Civil, mas apelou ao novo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, criticando a maneira como Adelaide Rocha conduziu o processo de marcação de eleições, de acordo com o jornal.
“Não me lembro na democracia portuguesa de uma data de eleições ser sujeita a esta controvérsia e desautorizada pelo TC”, afirmou o dirigente, acrescentando que, “acho que isso fica mal à Governadora Civil e o ministro da Administração Interna devia pensar na Governador Civil que tem porque, em princípio, ela garante a legalidade e como se vê não garantiu”.
Ainda antes do início do congresso, Paulo Portas responsabilizou, mais uma vez, o PSD pela crise política actualmente vivida na CML, defendendo o presidente demissionário da autarquia, Carmona Rodrigues, ao declarar que: “nem eu nem os portugueses gostamos da forma como ele foi tratado”, segundo o ‘Público’.
O responsável acusou ainda o PSD e o PS de se unirem por temerem as candidaturas de Carmona Rodrigues e de Helena Roseta.
O jornal avançou ainda que o congresso do CDS-PP aprovou por larga maioria a consagração das eleições directas, no âmbito da proposta de revisão dos estatutos do partido, resultante da fusão das propostas de Paulo Portas e de Ismael Pimantel.
O congresso prossegue este sábado com a discussão das moções de estratégia global.
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