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Cristas desafia o PS a discutir pensões

Líder do CDS-PP lança desafios ao Governo.

13 de março de 2016 às 11:46

Assunção Cristas é a melhor opção para liderar o CDS-PP?

Pergunta CM

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Assunção Cristas é a melhor opção para liderar o CDS-PP?

A nova líder do CDS-PP, Assunção Cristas, desafiou, este domingo, o Partido Socialista (PS) a discutir o futuro do sistema de pensões em Portugal. No discurso de encerramento do 26.º congresso do CDS, em Gondomar, e com o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares na plateia, Cristas elencou o caderno de encargos dos democratas-cristãos para os próximos meses.

Temos um problema no sistema de pensões e sabemos que vai falhar. É [um assunto] demasiado importante para a tranquilidade dos mais velhos e para o planeamento dos mais novos", frisou a sucessora de Paulo Portas na liderança do CDS, adiantando que "é um problema demasiado relevante para ser ignorado" e que "a resolução não pode ficar dependente de interesses partidários".

"A nossa vontade de aproximar posições é genuína, veremos qual é a disposição do PS. Esta é [para nós] uma prioridade e se o PS recusar cairá a máscara a António Costa", atirou Assunção Cristas.

No que toca ao setor financeiro, a nova líder centrista voltou a piscar o olho aos socialistas, pedindo um entendimento para a reforma do sistema de supervisão e regulação. O desafio surge numa altura em que o governador Carlos Costa tem sido alvo de críticas do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, sendo que até Paulo Portas mostrou o seu desagrado com o trabalho do supervisor no discurso de despedida do cargo, no sábado.

Para Cristas, é necessária uma revisão do sistema de supervisão em Portugal, "mudando o sistema de designação do governador do Banco de Portugal". Ainda assim, a também deputada deixa o aviso: "Podem contar connosco sim para refletir num modelo melhor, não contem connosco para fazer política partidária sobre esta matéria."

Quanto às autárquicas, Assunção Cristas defendeu que o CDS deve ter um candidato "forte e mobilizador" à Câmara de Lisboa, concorrendo de forma independente do PSD. Já em relação ao Porto, a nova líder do CDS-PP anunciou que irá propor a renovação do apoio a Rui Moreira, se este se recandidatar à Câmara do Porto. 

Passos Coelho afirma que CDS não é "adversário político" do PSD

O líder do PSD e ex-primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que os sociais-democratas vêem no CDS um parceiro preferencial com o qual têm "proximidade e cumplicidade" e não "um adversário político que é preciso combater".

"Não estamos a olhar para o CDS nem olharemos como quem olha para um adversário político que é preciso combater. Estamos à espera que o CDS possa consolidar e crescer no seu espaço político e isso será bom com certeza para o futuro do país", declarou Passos Coelho após assistir à sessão de encerramento do 26.º Congresso do CDS-PP, em Gondomar (Porto).

Governo PS aberto às "propostas concretas" dos partidos

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares declarou que o executivo socialista analisará "todas as propostas concretas", independentemente do partido de origem, e endereçou "felicidades" e "sucessos" à nova liderança do CDS-PP, no seu 26.º Congresso, em Gondomar.

"Todas as propostas concretas que o CDS tem para apresentar - imagino que o serão no parlamento -, no momento certo, serão avaliadas com toda a abertura que caracteriza o Governo, sobre todas as matérias", disse Pedro Nuno Santos, após a entronização da primeira mulher presidente dos centristas, Assunção Cristas, sucessora de Paulo Portas.

Pedro Nuno Santos reiterou que "o CDS é um partido importante" da democracia portuguesa, renovando o desejo de "felicidades à nova liderança" e, quando questionado sobre se era intenção do executivo socialista estar presente nos eventos de outras forças políticas não o negou.

Cristas é a nova líder do CDS-PP

A comissão política da nova líder do CDS-PP, Assunção Cristas, foi eleita com 95,59% dos votos, mais do que a última de Paulo Portas, mas a direção perdeu lugares no Conselho Nacional.

A Comissão Política Nacional conseguiu 1.191 votos de um total de 1246 votantes (55 brancos), numa percentagem de 95,59% dos votos.

A lista de Assunção Cristas elegeu 54 membros, este domingo, para o Conselho Nacional do CDS.

Já a lista alternativa à de Assunção Cristas ao Conselho Nacional, encabeçada por Filipe Lobo D'Ávila, obteve 23% dos votos no 26.º Congresso do CDS-PP, o que corresponde a 16 eleitos diretos, disse à Lusa fonte da lista.

Além dos 16 eleitos diretos, há elementos da lista que têm lugar por inerência, como é o caso de Altino Bessa, pela distrital de Braga, de António Loureiro, presidente da Câmara de Albergaria-a-velha, e do próprio Lobo D´Ávila, pela distrital de Santarém.

No último Congresso, a lista ao Conselho Nacional alternativa à da direção, de Filipe Anacoreta, obteve cerca de 16% dos votos. Filipe Anacoreta está na lista de Assunção Cristas à Comissão Executiva, o órgão restrito de direção.

Cristas vê em lista alternativa um "sinal de vivacidade"

A futura líder do CDS-PP Assunção Cristas disse este domingo que a lista alternativa de Filipe Lobo D'Ávila ao Conselho Nacional não a incomoda e representa "um sinal de vivacidade", acrescento e pluralismo do partido.

"É um sinal de acrescento muito positivo e um sinal de pluralismo. É bom", afirmou Cristas à chegada do segundo de dois dias do 26.º Congresso do CDS.

Assunção Cristas garantiu que a lista alternativa apresentada pelo deputado e porta-voz do CDS não a "incomoda nada" e que "é um sinal de vivacidade do partido".

"As listas têm gente boa e isso é positivo", assinalou a dirigente que momentos antes da votação de hoje disse estar acompanhada pela família que "veio assistir ao discurso final".

Portas e Passos lado a lado no encerramento da reunião magna dos centristas

Paulo Portas e Pedro Passos Coelho, antigos parceiros da coligação que governou o país entre 2011 e 2015, voltaram a sentar-se lado a lado para assistirem à sessão de encerramento do 26.º Congresso do CDS-PP.

Os dois líderes do CDS-PP, Paulo Portas, e do PSD, Pedro Passos Coelho, entraram no local onde decorre a reunião magna dos centristas pelas 13h00 perante os cerca de 1500 congressistas.

Os dois antigos governantes não receberam palmas mas viram os delegados acenarem com as bandeiras do CDS-PP.

O presidente da Mesa do Congresso, Manuel Queiró, abriu a sessão de encerramento do congresso às 13h23 e quando mencionou a presença de Pedro Passos Coelho e do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, em representação do primeiro-ministro, António Costa, os congressistas aplaudiram.

O palco do Congresso tem como mensagem de fundo "Estamos juntos, Portugal vai vencer", que substitui o lema do congresso: "Em direção ao futuro".  Durante a manhã, os congressistas elegeram os órgãos nacionais do partido.

O líder cessante, Paulo Portas, chegou ao local onde decorre a reunião magna do partido cerca do meio-dia e não revelou o que vai fazer no futuro relativamente à sua vida profissional, preferindo elogiar a sua sucessora, Assunção Cristas.

João Almeida desdramatiza lista alternativa ao Conselho Nacional

O dirigente centrista João Almeida desdramatizou a existência de uma lista alternativa ao Conselho Nacional, e defendeu que a procura de soluções pragmáticas para os problemas das pessoas é compatível com uma "base ideológica forte".

À chegada ao 26.º Congresso do CDS-PP, João Almeida considerou ser "o mais normal possível" que Filipe Lobo D'Ávila tenha encabeçado uma lista ao Conselho Nacional alternativa à de Assunção Cristas.

Uma das discussões que marcou a reunião magna dos centristas foi a dicotomia entre doutrina e pragmatismo, mas João Almeida, cuja moção defendia uma abordagem de resposta concreta aos problemas das pessoas, considerou que "a síntese é que faz todo o sentido".

"Não há pragmatismo e soluções sem haver uma base ideológica e não há ideologia se isso não se concretizar em soluções para o dia-a-dia da vida das pessoas", declarou.

Para João Almeida, "manter uma base ideológica forte, uma base de princípios coerente, não impede que o partido tenha um pragmatismo e uma preocupação muito grande com aquilo que é evidente: que há cada vez menos pessoas a sentir que a política é solução para os problemas da sua vida e a preocupação que essas pessoas encontrem no CDS essas soluções".

Lobo D'Ávila apresenta lista de "diversidade" de ideias

O porta-voz do CDS Filipe Lobo D'Ávila justificou este domingo ter apresentado uma lista alternativa à de Assunção Cristas ao Conselho Nacional para dar "vivacidade e diversidade" ao partido que, garante, não fica diminuído ou dividido.

"Num congresso com mais de mil militantes seria estranho que só houvesse uma lista ao Conselho Nacional", começou por justificar o deputado centrista à chegada do segundo e último dia do 26.º Congresso do CDS-PP.

Lobo D'Ávila explicou que na base da sua decisão de apresentar uma lista alternativa esteve a vontade de dar um "contributo no debate de ideias" naquele que disse ser o "órgão principal do partido" e por considerar que lançar uma "lista pela positiva" era uma "sequência natural" do que foi afirmando ao longo do primeiro dia de trabalhos.

O democrata-cristão garantiu ainda que esta "diversidade" não significa uma divisão no partido, sustentando que "há união mas há diversidade no pensamento, há união mas há diversidade de personalidades e de caminhos".

Questionado mesmo se mesmo com duas listas ao Conselho Nacional o partido sairá do congresso unido, Lobo D'Ávila respondeu: "sim, não tenho a mínima dúvida, por mim será".

Já sobre a moção e ideias da nova líder do partido, o deputado centrista assinalou que Assunção Cristas "já foi dizendo ao que vem", acrescentando esperar hoje, no último dia do congresso, "um discurso com uma forte componente política" e onde "já possa adiantar muito daquilo que são os projetos que quer, muito do que quer em termos de projeto para o futuro".

Nuno Melo considera natural e saudável duas listas ao Conselho Nacional

O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo afirmou que é natural e saudável existirem duas listas concorrentes ao Conselho Nacional do partido.

"É sempre saudável, um partido que não se renova, que não apresenta nada de novo, seria também estranho numa alteração de liderança, é normal que quem vem de novo tenha as suas escolhas", disse o dirigente centrista à entrada para o segundo dia do 26.º Congresso do CDS-PP.

Ao Conselho Nacional, órgão máximo do partido entre congressos, concorrem duas listas: a da futura líder Assunção Cristas e a do deputado e porta-voz do CDS-PP Filipe Lobo D'Ávila.

Sobre a renovação nas listas aos órgãos nacionais do partido, cuja eleição está a decorrer no Pavilhão Multiusos de Gondomar durante a manhã, Nuno Melo considerou que "estes órgãos trazem muito do portismo [liderança de Paulo Portas] e agregam algumas escolhas que são da candidata à presidência do partido, como é normal".

Anacoreta Correia vai integrar 'núcleo duro' da direção de Cristas

O líder da tendência Alternativa e Responsabilidade (AR) Filipe Anacoreta Correia vai integrar a Comissão Executiva, o núcleo duro da direção da nova líder Assunção Cristas.

Além dos quatro vice-presidentes já conhecidos desde sábado - Nuno Melo, Adolfo Mesquita Nunes, Cecília Meireles e Nuno Magalhães (por inerência, por ser líder parlamentar) -, do secretário-geral, Pedro Morais Soares, e do porta-voz, João Almeida, a Comissão Executiva integra ainda o coordenador autárquico Domingos Doutel, que se mantém no cargo.

Dos nove vogais da comissão executiva, apenas transitam da anterior direção Álvaro Castello Branco, líder da distrital do Porto, e Pedro Mota Soares, que era vice-presidente de Paulo Portas.

Como novidades, além de Filipe Anacoreta Correia, o regresso de João Rebelo à Comissão Executiva, e sobem da comissão política para a executiva a deputada Ana Rita Bessa, a ex-deputada Teresa Anjinho, Manuel Isaac, Miguel Morais Leitão e Miguel Moreira da Silva.

Por inerência, têm assento na Comissão Executiva os presidentes do CDS-PP Açores, Artur Lima, e do CDS-PP Madeira, António Lopes da Fonseca.

Conselho de Jurisdição com duas listas a votos

O Conselho de Jurisdição do CDS-PP, órgão fiscalizador do partido, irá ser disputado por duas listas alternativas, à semelhança do que acontece para o Conselho Nacional.

A lista da direção apresenta como presidente o até agora secretário-geral, António Carlos Monteiro, enquanto a lista B, coordenada com Filipe Lobo d'Ávila (que também tem uma lista alternativa ao Conselho Nacional), propõe para encabeçar este órgão Pedro Melo, que integrou a direção do antigo líder do CDS-PP José Ribeiro e Castro.

De acordo com as listas afixadas no átrio onde decorre o Congresso, no Pavilhão Multiusos de Gondomar, a lista A, de Assunção Cristas, apresenta como vice-presidente Ângela Rodrigues Oliveira e como vogais João Pedro Gomes, Sílvia Maria Lopes Pires, António Velez, João José de Jesus Lopes Bernardo e Nuno Pombo.

A lista B propõe Filipe Correia Pinto para vice e, como vogais, Beatriz Soares Carneiro, Ana Paula Inglês, Jorge Costa Rosa, Luís Lencastre e Miguel Portocarrero.

O 26.º Congresso do CDS-PP termina este domingo em Gondomar e decorrem durante a manhã de hoje as votações para a eleição dos órgãos nacionais.

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