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Central Nuclear de Zaporijia novamente desligada da rede

Última linha ainda em operação "foi danificada", explicou a AIEA.

03 de setembro de 2022 às 19:26

A central nuclear de Zaporijia, ocupada pelas forças russas, "perdeu novamente a ligação" com a rede elétrica, anunciou este sábado, em comunicado, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), cujos especialistas estão no local.

A última linha ainda em operação "foi danificada", explicou a AIEA, recordando que as outras três haviam sido "perdidas anteriormente durante o conflito".

Este incidente ocorreu "após novos bombardeamentos na zona", segundo informações das autoridades ucranianas ao órgão da ONU. No entanto, o 'site' continua a funcionar "graças a uma linha de ajuda", especifica a AIEA.

Já em 25 de agosto, a central foi totalmente desconectada da rede ucraniana pela primeira vez, antes de a ligação ser restabelecida.

A central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, a maior da Europa, está desde março ocupada pelas tropas russas.

Depois de semanas de bombardeamentos que fizeram temer uma catástrofe nuclear, chegou esta quinta-feira à central nuclear uma equipa da AIEA, para fazer uma inspeção.

Moscovo e Kiev acusam-se mutuamente de ataques à central, onde vão permanecer até "domingo ou segunda-feira" alguns elementos da missão da AIEA, entre os quais o próprio diretor, Rafael Grossi.

A Ucrânia acusou a Rússia de ter retirado as suas armas antes da chegada da equipa da AIEA e, na sexta-feira, anunciou que tinha atingido uma base russa em Energodar, no sul do país e não muito longe da central nuclear.

A 19 de agosto, durante uma reunião em Lviv com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Erdogan mostrou-se preocupado com um possível desastre nuclear em caso de danos a essas instalações.

"Estamos preocupados, não queremos outra Chernobyl", disse Erdogan, referindo-se ao acidente nuclear de 1986 na Ucrânia.

A AFP sublinha que a situação em Zaporijia preocupa muitos líderes internacionais, tendo em conta que a zona tem sido alvo de vários bombardeios, aumentando o temor de um desastre nuclear.

Na quinta-feira, depois de uma inspeção às instalações, o diretor da AIEA disse que a "integridade física" da fábrica tinha sido "violada em várias ocasiões", sublinhando que é tal " não pode continuar a acontecer".

No entanto, Rafael Grossi não nomeou os responsáveis pela situação.

A Turquia mantém boas relações com Moscovo e Kiev: Ancara forneceu à Ucrânia drones militares, mas recusou-se a aderir às sanções ocidentais decretadas contra a Rússia após a invasão da Ucrânia.

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