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Chefe da Al-Qaida ameaça repetir o 11 de setembro

Ayman al-Zawahiri assinalou que "os crimes prosseguem".
Lusa 9 de Setembro de 2016 às 19:48
O chefe da rede terrorista Al-Qaida, Ayman al-Zawahiri
O chefe da rede terrorista Al-Qaida, Ayman al-Zawahiri FOTO: Getty Images

O chefe da rede terrorista Al-Qaida, Ayman al-Zawahiri, ameaçou os Estados Unidos de repetir "milhares de vezes" os ataques do 11 de setembro, num vídeo difundido por ocasião do 15º aniversário dos mortíferos atentados de Nova Iorque.

O 11 de setembro "é o resultado dos vossos crimes contra nós", afirmou Al-Zawahiri dirigindo-se aos Estados Unidos, num vídeo difundido em sítios 'jihadistas' na internet.

O islamita radical egípcio assinalou que "os crimes prosseguem" e que o 11 de setembro "vai repetir-se milhares de vezes".

No 11 de setembro de 2001, dois aviões comerciais foram desviados e precipitados contra as torres gémeas do World Trade Center em Nova Iorque, com um balanço de 2.753 mortos. No mesmo dia, um terceiro avião despenhou-se na Pensilvânia e outro aparelho no Pentágono, arredores de Washington.

No vídeo, Al-Zawahiri evoca a política dos Estados Unidos face aos países árabes e muçulmanos, condenando a sua ocupação dos territórios destes países e o seu apoio a governos "criminosos e corruptos".

Estas ameaças surgem no momento em que responsáveis norte-americanos referiram que os Estados Unidos estão aptos para se proteger dos ataques 'jihadistas' sofisticados apesar de permanecem vulneráveis às operações mais rudimentares efetuadas por extremistas locais.

Após o 11 de setembro, os EUA focalizaram o seu combate antiterrorista contra a Al-Qaida e os talibãs afegãos, mas hoje visam prioritariamente o grupo 'jihadista' Daesh, principal rival da Al-Qaida e que ocupa largas faixas de território na Síria e Iraque.

Os combatentes do Daesh provaram a sua capacidade de planificar e inspirar ataques na Europa e nos Estados Unidos, cometidos muitas vezes por residentes e ainda por cidadãos do país atacado.

Al-Zawahiri apelou ainda à união dos 'jihadistas' e exortou os afro-americanos a converterem-se ao islão para se "protegerem" das leis dos Estados Unidos que afirmou serem controladas "pela maioria branca".

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