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Boris Johnson considera questões "prematuras".
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou hoje "prematuras" questões sobre um alegado atraso de um confinamento no Reino Unido para travar a pandemia covid-19, que um cientista britânico disse hoje que terá custado cerca de 20 mil mortes.
"Francamente, penso que muitas destas questões ainda são prematuras", afirmou Johnson, após ser questionado por jornalistas durante a conferência de imprensa diária do governo sobre a crise.
Esta tarde, durante uma sessão com a comissão parlamentar de Ciência e Tecnologia, o professor de matemática aplicada à biologia da universidade King's College, Neil Ferguson, afirmou que o número de mortes causadas pelo coronavírus no Reino Unido poderia ter sido reduzido para metade se o confinamento tivesse sido introduzido uma semana antes.
Ferguson faz parte de um grupo de cientistas que aconselham o governo sobre a covid-19 e foi um dos autores do modelo matemático levou o para o governo precipitar o confinamento para 23 de março, e hoje vincou que as decisões foram tomadas com base na informação disponível na altura.
"A epidemia [número de infetados] estava a duplicar a cada três a quatro dias antes da introdução de intervenções de confinamento. Se tivéssemos introduzido as medidas de confinamento uma semana antes, teríamos reduzido o número final de mortos em pelo menos metade", afirmou.
O cientista disse que a aceleração de casos de contágio aconteceu porque milhares de infetados que chegaram de Espanha e França não foram identificados imediatamente na altura.
O confinamento total só foi decretado no Reino Unido vários dias depois de a maioria dos países europeus, apesar dos apelos da oposição para o fazer mais cedo.
No encerramento da conferência de imprensa, Boris Johnson, disse que "é muito cedo para nos julgarmos a nós próprios".
"O que posso dizer é que sabemos muito mais agora do que em janeiro, fevereiro ou mesmo março. Uma coisa que sabemos sobre o combate ao coronavírus é que temos de agir com precaução", vincou.
Johnson anunciou hoje mais uma série de medidas o sentido de aliviar o confinamento, como a possibilidade de encontros entre pessoas que vivem sozinhas com outro agregado familiar a partir de sábado.
A partir de segunda-feira de lojas não essenciais, bem como jardins zoológicos, cinemas 'drive-in' e locais de culto, vão poder reabrir desde que garantam o respeito pelas regras de segurança e de distanciamento social.
No entanto, bares, restaurantes e cabeleireiros vão continuar fechados até pelo menos 04 de julho porque o governo considera que o risco de transmissão do vírus em espaços fechados ainda é grande.
Segundo o balanço de hoje do ministério da Saúde britânico, foram registadas mais 245 mortes nas últimas 24 horas, aumentando para um total de 41.128, o que faz do Reino Unido o país com o segundo maior número de óbitos durante a pandemia covid-19.
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