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Cientistas defendem que 'dormir como uma pedra' potencia 'limpeza' do cérebro

Limpeza implica um abrandamento da atividade cerebral e cardiopulmonar e limpa proteínas tóxicas, como as que provocam a doença de Alzheimer.
Lusa 27 de Fevereiro de 2019 às 19:00
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O 'dormir como uma pedra' parece potenciar a capacidade do cérebro de se livrar de 'lixo' e de proteínas tóxicas, como as que provocam a doença de Alzheimer, concluem cientistas num estudo esta quarta-feira divulgado que pôs à prova ratinhos.

Investigadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, chegaram a esta conclusão anestesiando ratinhos com drogas que replicam o sono profundo, tendo verificado sinais de atividade cerebral que parecem corresponder ao 'sistema de limpeza' usado pelo cérebro.

O estudo, divulgado na publicação científica Science Advances, reforça, de acordo com os seus autores, a importância do sono profundo na função de limpeza e desintoxicação do cérebro, que implica um abrandamento da atividade cerebral e cardiopulmonar.

A equipa científica anestesiou os ratinhos com seis drogas e monitorizou a sua atividade cerebral e cardiovascular e o fluxo do líquido cefalorraquidiano no cérebro - este líquido é apontado em estudos anteriores como o agente de 'limpeza' no cérebro.

Os cientistas observaram que a atividade cerebral dos roedores parece otimizar o 'sistema de limpeza' do cérebro quando são anestesiados com duas drogas ('ketamina' e 'xilazina') que melhor mimetizam o abrandamento da atividade cerebral e cardíaca que ocorre quando se dorme profundamente.

Em contrapartida, a atividade de 'limpeza' do cérebro parece diminuir quando os ratinhos são anestesiados com drogas que não induzem o abrandamento da atividade cerebral.


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