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Correio da Manhã

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Clientes do BPP falam de "esquema piramidal"

Os clientes do BPP dizem ter indícios que o banco de João Rendeiro utilizava um esquema piramidal para atrair capitais para os produtos financeiros, disse o advogado de vários destes.
24 de Abril de 2009 às 13:15
Clientes do BPP falam de 'esquema piramidal'
Clientes do BPP falam de 'esquema piramidal' FOTO: dr

'Eu tenho informação, através de clientes, que as 'loan notes' podem não existir', disse Luís Miguel Henrique, referindo-se ao instrumento financeiro que o BPP  terá vendido aos clientes, notas de obrigações - semelhantes a promissórias  - que permitem o pagamento de juros num determinado período de tempo e que terminam na mesma data em que está contratado o reembolso da respectiva obrigação.  O advogado afirmou ainda que as suspeitas dos clientes têm vindo a aumentar porque o BPP 'nem sequer' deixou ver as notas aos clientes.

 

Fonte oficial da CMVM reforçou que no BPP 'há situações semelhantes ao caso Madoff', sem querer adiantar para já mais  informações, mas recordando que foi com base na comunicação do supervisor ao Ministério Público que a Polícia Judiciária e um procurador realizaram buscas em Janeiro ao BPP.  

 

Joao Rendeiro, antigo presidente do Banco Privado Português (BPP), avançou  com um processo judicial contra o presidente da CMVM no seguimento das declarações de Carlos Tavares, pois considera 'inaceitável' a comparação entre o BPP e o caso Madoff, financeiro norte-americano  preso há mais de um mês após se declarar culpado das acusações de branqueamento  de capitais, fraude e falsificação de documentos, num esquema piramidal  superior a 50 mil milhões de euros.   

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