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Correio da Manhã

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COMISSÁRIO DENTRO DA LEI

O comissário europeu dos Transportes Jacques Barrot foi ilibado pela legislação do parlamento europeu da acusação de ter omitido uma condenação por corrupção política. O serviço legal do PE considerou que o representante francês não tinha qualquer obrigação de contar que fora amnistiado de uma pena por financiamento ilegal do seu partido há quatro anos.
24 de Novembro de 2004 às 17:37
Josep Borrel, presidente do Parlamento Europeu (PE) disse, em conferência de imprensa, que a decisão do PE “confirma que nada pode ser apontado oficialmente contra Jacques Barrot”.
Na passada semana, no mesmo dia em que Durão Barroso assumiu funções como presidente da Comissão Europeia e viu aprovada a sua reformulada lista de 24 comissários europeus, o eurodeputado britânico Nigel Farage, um conservador eurocéptico, levou ao hemiciclo do Parlamento Europeu a notícia de que o francês escolhido para Barroso para vice-presidente da CE e comissário europeu dos Transportes, Jacques Barrot, foi condenado há quatro anos por corrupção política. O comissário foi um dos dirigentes politico-partidários franceses implicado na mega-investigação sobre financiamento ilegal de partidos políticos. Barrot foi condenado a 8 meses de prisão, com pena suspensa, mas Chirac amnistiou-o e acabou por escolhê-lo para integrar a equipa de Barroso. A amnistia presidencial implica que o visado fica sem essa mancha no cadastro e que o assunto não pode mais ser discutido em público.
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