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Durão Barroso na Goldman Sachs não viola ética europeia

Antigo presidente da Comissão Europeia é, no entanto, acusado de falta de "sensatez".
Lusa 31 de Outubro de 2016 às 11:40
Junker mandou investigar contrato de Barroso com a Goldman Sachs
Junker mandou investigar contrato de Barroso com a Goldman Sachs FOTO: François Lenoir/Reuters

O comité de ética 'ad hoc' da Comissão Europeia concluiu que o antigo presidente Durão Barroso não violou as regras dos Tratados ao aceitar o cargo de presidente não-executivo da Goldman Sachs, ainda que tenha demonstrado falta de "sensatez".

Em resposta ao requerimento do presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, que em setembro solicitou um parecer relativamente à designação do seu antecessor para o cargo de presidente não-executivo do banco de investimento norte-americano, o comité de ética, no parecer hoje divulgado pelo executivo comunitário, considera que José Manuel Durão Barroso "não demonstrou a sensatez que se poderia esperar de alguém que ocupou o cargo de presidente durante tantos anos", mas "não violou o seu dever de integridade e discrição".

O comité de ética sublinha na sua opinião o compromisso assumido por Durão Barroso de não desempenhar o papel de "representante de interesses" (lobista) da Goldman Sachs, considerando que o mesmo responde ao dever de integridade e discrição imposto pelo Tratado.

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