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Congresso dos EUA aprova prolongamento da lei das sanções ao Irão

Legislação contra as sanções prolongada por mais dez anos.
Lusa 2 de Dezembro de 2016 às 00:08
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Congresso, Estados Unidos, legislação, sanções, Irão, Câmara dos Representantes, Senado, Barack Obama, política, política nuclear FOTO: Getty Images

O Congresso dos Estados Unidos aprovou esta sexta-feira uma legislação para renovar, por mais dez anos, uma lei de várias décadas que permite ao Governo norte-americano impor sanções às empresas para fazer negócios com o Irão.

O Senado, uma das duas câmaras do Congresso norte-americano, aprovou por unanimidade, com 99 votos favoráveis e nenhum contra, prolongar a lei de sanções do Irão por mais dez anos, depois de a Câmara dos Representantes ter tomado a mesma decisão, com uma votação esmagadora de 419-1.

O projeto de lei terá agora de ser aprovado pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que deverá ratificar a medida, apesar de a sua administração ter considerado que a lei era redundante, já que a Casa Branca dispõe de meios suficientes para castigar Teerão caso seja necessário.

A presidência norte-americana ainda está a rever o projeto de lei, mas os assessores de Obama acreditam que a medida não violará o histórico acordo nuclear assinado pelo Irão.

Os legisladores argumentam que a extensão das sanções é necessária como uma solução à prova de falhas caso o Irão rompa o compromisso assinado no ano passado.

Sob esse acordo, Teerão aceitou restringir o seu programa nuclear, em troca de um levantamento, pelos Estados Unidos e outros países, de pelo menos determinadas sanções económicas contra a república islâmica.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, indicou que a extensão dará ao Presidente eleito, Donald Trump, e ao Congresso, de maioria conservadora, a flexibilidade de que necessitam para rever as políticas de Obama, no próximo ano.

O ayatollah Khomeini, líder supremo do Irão, advertiu na semana passada que a extensão da lei das sanções constituiria uma violação do acordo nuclear.

Os restantes países que subscreveram o acordo não mostraram intenções de recuar.

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