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Coreia do Norte aceita conversações com vizinha do Sul

Na quarta-feira, as duas Coreias reabriram a ligação telefónica, cortada desde 2016.
Lusa 5 de Janeiro de 2018 às 02:01
Kim Jong-un
Kim Jong-un
Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul
Kim Jong-un
Kim Jong-un
Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul
Kim Jong-un
Kim Jong-un
Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul

A Coreia do Norte aceitou esta sexta-feira a proposta sul-coreana de conversações na próxima terça-feira, anunciou o Ministério para a Unificação da Coreia do Sul, responsável pelas relações entre os dois países.

"A Coreia do Norte enviou uma mensagem esta manhã a indicar que aceitava a proposta de conversações a 9 de janeiro, feita pelo Sul", declarou um responsável do Ministério.

O encontro vai realizar-se em Panmunjom, aldeia na fronteira entre os dois vizinhos, onde foi assinado o armistício da Guerra da Coreia (1950-53).

O porta-voz do Ministério para a Unificação, Baek Tae-hyun, disse aos jornalistas que estas conversações seriam sobre os Jogos Olímpicos de inverno em PyeongChang, que decorrem entre 9 e 25 de fevereiro, e sobre "a questão da melhoria das relações intercoreanas".

O diálogo surgiu após dois anos de deterioração das relações bilaterais. Neste período, a Coreia do Norte realizou três testes nucleares e multiplicou os ensaios de mísseis.

Na segunda-feira, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, aproveitou a mensagem de Ano Novo para comunicar que o país atingiu o seu objetivo militar de ter capacidade para ameaçar com as armas nucleares todo o território continental dos Estados Unidos.

No mesmo discurso, Kim estendeu a mão ao Sul, ao afirmar que Norte e Sul deviam reunir-se para debater e negociar a presença de uma delegação norte-coreana em PyeongChang.

Em resposta, Seul propôs a realização de conversações de alto nível, a 9 de janeiro, em Panmunjom, na primeira proposta do género desde 2015. Na quarta-feira, as duas Coreias reabriram a ligação telefónica, cortada desde 2016.

Já na quinta-feira à noite, Washington e Seul concordaram em adiar os exercícios militares conjuntos previstos durante os Jogos Olímpicos.

Baixam deserções de Norte para Sul

O número de deserções de norte-coreanos, menos de uma centena por mês, caiu em 2017 para o nível mais baixo dos últimos 15 anos, anunciou esta sexta-feira o Governo sul-coreano.

Sinal do aumento do controlo de Pequim e Pyongyang, apenas 1.127 norte-coreanos conseguiram chegar ao Sul no ano passado, um número que diminuiu 21% em relação a 2016 e o mais baixo desde 2001, sublinhou o Ministério para a Unificação sul-coreano.

A maioria destes norte-coreanos em fuga da penúria generalizada no país, sujeito a sanções cada vez mais duras do Conselho de Segurança da ONU, passam pela China, onde ficam por vezes muitos anos antes de conseguir chegar à Coreia do Sul, normalmente através de um país terceiro.






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