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Deco alerta para perigo da carne picada do talho

Defesa do Consumidor apela aos consumidores que não comprem este produto, que classifica como um "cocktail de bactérias".
26 de Fevereiro de 2019 às 11:19
Carne picada
Carne picada
Carne picada
Carne picada
Carne picada
Carne picada
A última análise da Deco à qualidade dos talhos portugueses revelou que a carne picada continua sem qualidade, sendo um "cocktail de bactérias e sulfitos". Segundo o estudo, avançado pela imprensa desta terça-feira, foram testadas 20 amostras, recolhidas em outubro de 2018, de 12 talhos da Grande Lisboa e oito do Grande Porto. Apenas quatro foram consideradas de qualidade "razoável" e uma de boa qualidade. 

Das amostras analisadas pela Deco, 15 continham sulfitos, um conservante proibido, e 17 dos talhos não respeitavam a temperatura de conservação. "As temperaturas muito elevadas levam à rápida deterioração de um alimento já de si muito sensível", explicou Nuno Lima Dias, responsável pela investigação. 

Desde 2013 que a Deco analisa amostras de carne picada, continuando estas sem qualidade. "Quem vende carne picada tem a sua quota-parte de responsabilidade na situação", pode ler-se no estudo da Defesa do Consumidor. "A fiscalização é limitada: em 2018 a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) dava conta de 24 amostras de carne picada analisadas quanto aos sulfitos. Mais: as sanções são pouco dissuadoras", garante Nuno Lima Dias.

O estudo recomenda assim que os consumidores mandem picar a carne no momento.
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