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Correio da Manhã

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Deputados visitam Linha Saúde 24

A Comissão Parlamentar da Saúde, presidida por Maria de Belém Roseira e o director-geral da Saúde, Francisco George, reuniram e visitaram esta manhã com a administração da Linha Cuidados de Saúde (LCS), a empresa responsável pela Linha Saúde 24 (800 24 24 24), em Lisboa.
4 de Março de 2009 às 14:28
Deputados visitam Linha Saúde 24
Deputados visitam Linha Saúde 24 FOTO: Pedro Catarino

'Este serviço é inovador e temos evidências que comprovam a qualidade médica e científica da linha', comentou o director-geral da Saúde, Francisco George. E prosseguiu: 'A Direcção-Geral da Saúde faz auditorias sistemáticas aos serviços'.

Ramiro Martins, da administração da LCS falou nos índices de satisfação dos utentes da linha, referindo que '97 por cento dos utilizadores estão satisfeitos com a linha'. Esta percentagem resulta de um inquérito aleatório a 400 utentes por mês. 'Recebemos entre 40 a 80 mil chamadas por mês, depende das alturas. Estes 400 questionários são os que estão estipulados no contrato', disse o administrador ao CM.

'Penso que é  importante não só a avaliação interna sobre o desempenho dos profissionais e a externa sobre a apreciação dos utilizadores, algo que a empresa já faz,  como também ouvir os enfermeiros, são eles os profissionais que trabalham na linha', sustentou o deputado do CDS-PP Hélder, lançando assim o desafio à LCS para escutar os funcionários.

O deputado comunista Bernardino Soares questionou a LCS sobre os contratos de trabalho que os cerca de 300 enfermeiros que trabalham na Linha Saúde 24 têm. 'Normalmente os enfermeiros têm outros trabalhos e a maioria opta por ter contratos de prestação de serviços', respondeu Ramiro Martins, escusando-se a adiantar se tinha profissionais a recibo verde. Os turnos destes especialistas são de 4, 6 e 8 horas.

Os problemas da Linha Saúde 24 surgiram em Outubro de 2008 quando oito supervisores fundadores da Linha escreveram uma carta à ministra da Saúde denunciando o 'caos organizativo' e problemas com as transferências de chamadas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e pediram a intervenção de Ana Jorge. Na altura cinco enfermeiros supervisores tinham entregue uma providência cautelar no Tribunal de Trabalho de Lisboa alegando que a LCS lhes havia alterado os horários de serviço o que incompatibilizava as funções destes profissionais em hospitais e centros de Saúde. 'Estes supervisores tinham conveniências específicas de horários e queriam praticar um horário que carecia de legalidade. O Tribunal do Trabalho promoveu uma conciliação entre as partes e nós fizemos com que a legislação laboral fosse cumprida', disse na altura ao CM  Ramiro Martins.

Após estas denúncias, em Janeiro a LCS dispensou os oito enfermeiros que denunciaram alegadas irregularidades mas entretanto e após pressão da Direcção-Geral da Saúde, foram reintegrados: 'Temos seis pessoas reintegradas, uma que decidiu sair para outro projecto e temos uma pessoa cujo processo ainda não está finalizado', respondeu Ramiro Martins.

'Seria bom teremos uma resposta sobre todas estas questões e os incumprimentos dos contratos de uma só vez porque todos sabemos que podemos confiar na Linha Saúde 24', afirmou o deputado socialista Paulo Pedroso.

Questionado sobre a existência de irregularidades quer nos contratos, quer laborais ou sobre as questões que vieram a lume sobre este serviço, Ramiro Martins sustentou que 'não existem irregularidades na Linha e se não existem, não as podemos sanar'.

Desde a fundação da Linha Saúde 24, em Abril de 2007 e até ao momento os enfermeiros atenderam mais de 900 mil chamadas.

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