“Desativámos as primeiras minas antipessoal na Guiné”

Havia grupos de combate, patrulhas e restante trabalho. Mas sempre com a arma carregada a tiracolo.
Por Fernanda Cachão|09.09.18
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“Desativámos as primeiras minas antipessoal na Guiné”
Foto Direitos Reservados
Em 1963 foi formado um batalhão mobilizado em Évora. Aí fui encontrar o meu camarada de curso e amigo, capitão Melo Parente, cuja esposa estava à espera de bebé. Passados uns dias, pediu- -me para trocar com a companhia dele, que ia ser deslocada para Faro, em virtude da distância a Lisboa lhe dificultar a assistência familiar. Acedi de imediato e assim fiquei a comandar a Companhia de Caçadores nº 555. Fomos destinados à Guiné.

A Companhia de Caçadores nº 555 ficou independente, o que na realidade já constava desde que tinha ido para Faro, onde toda a preparação era de sua iniciativa, o que foi excelente, exceto no treino de espingarda G3, que não existia, só se dispondo das Mauser.

Ficámos em Bissau oito dias, no treino, até partirmos para Cabedu, no sul da Guiné, em plena mata do Cantanhês, a maior e mais densa região.

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