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Desmantelada rede de pronografia infantil

Numa das maiores operações desenvolvidas contra a pornografia infantil, as autoridades austríacas anunciaram esta quarta-feira ter desmantelado uma rede internacional, que envolve mais de dois mil suspeitos em 77 países que pagavam para ver vídeos, na Internet, de crianças a serem sexualmente abusadas.

07 de fevereiro de 2007 às 11:03

O ministro austríaco do Interior, Günther Platter, classificou a operação, que envolveu polícias de vários países, da Interpol e da Europol, como um "duro golpe contra a pornografia infantil, sem precedentes na história criminal austríaca".

A rede de pornografia infantil estava a ser investigada pelo FBI nos Estados Unidos, que mantinha sob vigilância cerca de 600 suspeitos. Em França as autoridades vigiavam outros 100, enquanto a polícia alemã seguia a pista de outras 400 pessoas.

Platter adiantou que pelo menos 23 dos suspeitos são austríacos, dos quais 14 já admitiram a sua implicação no caso.

De acordo com aquele responsável, foi encontrado num servidor de Internet oito bases de dados com vídeos de pornografia infantil, aos quais já tinham acedido cerca de 8 mil utilizadores nas últimas 24 horas.

O governante austríaco afirmou que as fotografias e vídeos disponíveis na Internet, apreendidas pela polícia austríaca, exibiam "a pior espécie de abusos sexuais de crianças", assitindo-se a violação de crianças e ouvindo-se os seus gritos.

Harald Gremel, especialista em crimes informáticos da polícia austríaca que chefiou a investigação, disse que a operação começou em Julho, quando um homem que trabalhava num servidor de Internet em Viena denunciou às autoridades a existência daquele material pornográfico. Em menos de 24 horas, os investigadores registaram mais de 8 mil acessos de 2.361 computadores em 77 países, da Argélia à África do Sul, disse. As idades dos suspeitos variam entre os 17 e os 69 anos.

Os vídeos eram colocados num site russo e os utilizadores pagavam cerca de 70 euros para acederem ao material.

Os investigadores acreditam que os vídeos - que incluem crianças até aos 14 anos de idade - foram feitos na Europa do leste e descarregados no referido site a partir de um local na Grã-Bretanha.

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