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Correio da Manhã

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Detidos donos de funerárias e funcionário de hospital

Dois proprietários de agências funerárias de Portimão e um funcionário do Hospital do Barlavento Algarvio foram detidos quinta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de corrupção e falsificação de documentos.
19 de Agosto de 2005 às 08:19
De acordo com a edição de hoje do jornal Público, em causa está um elaborado esquema de suborno e falsificação de documentos, que levava a que fossem sempre as mesmas agências a fazerem os funerais de quem morria naquele hospital e a troco de comissões dadas aos funcionários da unidade de saúde.
A investigação, segundo o diário, começou o ano passado, na sequência de uma queixa da Servilusa, uma empresa que abriu uma agência em Portimão, mas que sistematicamente se via ultrapassada pelas suas concorrentes.
A Servilusa começou por tentar entrar na escala do hospital (mensalmente uma agência tinha direito a ter um seu funcionário na unidade de saúde, de forma a encaminhar os familiares nos procedimentos necessários para a realização dos funerais) mas sem êxito.
A empresa apresentou queixa à administração do hospital, tendo então recebido a informação que, a partir daquele momento, acabaria o sistema de escalas.
A PJ está também a investigar outra denúncia da Servilusa que tem a ver com a falsificação de documentos. A queixa foi apresentada em Julho do ano passado depois do familiar de um brasileiro, que tinha morrido de doença súbita, ter sido confrontado no Instituto de Medicina Legal com a existência de dois documentos idênticos a autorizar agências diferentes a fazer a remoção do cadáver para a realização do funeral.
Os indivíduos detidos deverão ser hoje conduzidos ao juiz de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial e tudo indica que serão indiciados por corrupção, burla e falsificação de documentos.
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