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Correio da Manhã

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Dificuldade em desmantelar redes de imigrantes

A principal dificuldade do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em desmantelar redes de imigrantes ilegais no Algarve prende-se com a ausência de organização das comunidades, especialmente entre os cidadãos brasileiros e chineses.
29 de Janeiro de 2008 às 15:54
A comunidade brasileira é a mais significativa no Algarve e também aquela em que é detectado maior número de ilegais a residir em Portugal, mas a tarefa dos agentes do SEF em desmantelar eventuais redes não fica mais fácil por estes dois factores.
Só no último ano, 1036 cidadãos brasileiros a residir no Algarve foram notificados a abandonar o país.
Pelo contrário, as comunidades de imigrantes oriundos do Leste europeu estruturaram-se, sendo mais fácil a detecção das hierarquias e de arranjar provas para levar a tribunal.
Em 2007, foram levados aos tribunais algarvios dois casos de redes de auxílio à imigração ilegal a operar no sul de Portugal, envolvendo cidadãos do Leste e que resultaram em penas muito pesadas.
Outra das comunidades que apresenta maior dificuldades para as autoridades é a chinesa, que, apesar de ser pouco significativa, é bastante fechada, o que dificulta a sua detecção e desmantelamento.
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