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Correio da Manhã

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Dinamizar economia no Mediterrâneo

Os ministros do Comércio têm de se esforçar para tornar o Mediterrâneo numa zona de prosperidade com circulação elevada de pessoas, bens e produtos, declarou o ministro egípcio do Comércio Rachid Rachid, no final da 6ª Conferência Euromed, que hoje decorreu em Lisboa.
21 de Outubro de 2007 às 17:03
"Daqui saiu a decisão de criar um grupo de trabalho ao mais alto nível, constituído por altos funcionários, que vai reunir-se em 2008", no Egipto, revelou o ministro português da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, que presidiu à conferência.
O comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, que também co-presidiu à reunião disse, por sua vez, que o grupo de reflexão agora criado "irá traçar o roteiro para a diversificação dos fluxos de investimento".
O comissário europeu sublinhou que os acordos de associação já firmados com os países mediterrânicos permitiu a duplicação do comércio destes com a UE, ao mesmo tempo que viram o seu défice reduzido em cerca de 50 por cento nos últimos dez anos.
ACORDOS BILATERAIS
A UE vai avançar com acordos bilaterais na área dos serviços com todos os interessados do Mediterrãneo, anunciou ainda Peter Mandelson. Três países, Egipto, Marrocos e Israel, já confirmaram que estão interessados em iniciar essas negociações, acrescentou o comissário europeu.
O ministro egípcio frisou que o seu país vai mais longe e, além dos acordos nos serviços, vai começar a implantá-los também na área dos direitos de estabelecimento.
A UE considera ser muito importante a criação de uma rede de acordos de comércio livre entre os países do Mediterrâneo.
Representantes de alto nível, tais como os ministros do Comércio da União Europeia (UE) e parceiros mediterrânicos, vão integrar, o grupo de trabalho que vai reunir-se no próximo ano, no Egipto, de acordo com as declarações do ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, que participou na reunião.
O ministro do Comércio Externo e da Indústria, Rachid Rachid, afirmou que o Egipto vai firmar acordos na vertente dos serviços e dos direitos de estabelecimento.
Segundo o comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, este grupo quer criar um roteiro para a diversificação dos fluxos de investimento e fortalecer as relações entre a Europa e o Mediterrâneo.
O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, referiu que o objectivo deste grupo é criar uma zona de comércio livre até 2010, para servir um mercado de 750 milhões de pessoas.
Peter sublinhou ainda que os acordos até ao momento estabelecidos com os países mediterrânicos já duplicou o comércio com a UE e a redução do seu défice em pelo menos 50 %.
Os países mediterrânicos que presidiram à conferência foram, a Argélia, o Egipto, Israel, a Jordânia, o Líbano, Marrocos, a Autoridade palestiniana, a Síria, a Tunísia, a Turquia e a Líbia.
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