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Correio da Manhã

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Director-geral da Saúde admite não renovar contrato

O Director-Geral da Saúde, Francisco George, foi ontem ao Parlamento assumir que muitas das preocupações levantadas pelos partidos da oposição sobre o funcionamento da linha de atendimento telefónico Saúde 24 também são suas. E já as transmitiu à administração.
21 de Janeiro de 2009 às 16:06
Francisco George
Francisco George FOTO: d.r.

Francisco George voltou a dar um ultimato à entidade gestora para que “ponha fim, de uma vez por todas, ao conflito laboral”, sob pena de não renovar o contrato de concessão, em Maio.

Numa audição que se prolongou por mais de três horas, Francisco George defendeu que, apesar dos problemas, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) deve fazer tudo para não descredibilizar o serviço. Palavras que não sossegaram os deputados. “Saio daqui ainda mais preocupado do que entrei”, afirmou o deputado do Bloco de Esquerda, João Semedo, acrescentando: “Até hoje nunca tinha visto uma situação como esta: a DGS quer mudar uma situação e não consegue. A tutela está prisioneira do prestador privado.”

Bernardino Soares, do PCP, sublinhou que “não se pode confundir descredibilização do serviço com apontar falhas e resolvê-las”. E disse mesmo que “o próprio modelo não serve”, já que a DGS discorda da gestão “mas essa discordância não tem efeito nenhum prático”.

“Para mim é intolerável que o Estado tenha um contrato com uma entidade que desrespeita os seus funcionários. O Estado não pode alhear-se das perseguições, suspeições e intimidações que se têm verificado”, disse também Teresa Caeiro, do CDS.

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