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Correio da Manhã

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Discussão sobre ponte é um embuste

O responsável pelo estudo da CIP para a nova travessia do rio Tejo, José Viegas, afirmou esta terça-feira que o seminário onde está a ser discutida a nova ponte é um “embuste”, pois a “decisão já está tomada”.
12 de Fevereiro de 2008 às 20:06
José Viegas ataca os responsáveis da RAVE, a quem acusa de má conduta, por não tomarem em consideração a possibilidade apresentada pela CIP.
O responsável pelo estudo afirma ainda que “o maior cego é aquele que não quer ver” e que “a primeira solução que é impossível é a da RAVE”, referindo-se às exigências do Porto de Lisboa, que têm vindo a ser negociadas.
“É lamentável que um administrador de uma empresa pública se ponha nesta posição: uma hora de propaganda sobre questões que não estavam minimamente em discussão. Estamos à procura da melhor solução ou à procura de humilhar a outra parte?”, questionou José Viegas.
“Nós conseguimos encontrar soluções possíveis. Mas não com o prazo que temos e com o orçamento que tivemos. A solução de fazer um relatório de avaliação em 45 dias, se não houver boa fé, é impossível. As cartas estão marcadas”, concluiu.
José Viegas explicou que, ao contrário da posição assumida pela RAVE, a ponte Beato-Montijo permite uma solução rodoviária.
Carlos Fernandes, administrador da RAVE, defende, por seu turno, que a sua solução é a única que “cumpre tudo aquilo que está previsto”, isto é a componente rodoviária e o TGV.
O mesmo responsável afirmou ainda que só há duas possibilidades para a travessia rodoviária: Chelas-Barreiro e Algés-Trafaria.
Face à polémica, José Viegas afirmou que o “papel da CIP já acabou”.
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