Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto

Dispara número de mortes em Maputo

Pelo menos 83 mortos e cerca de 360 feridos são os dados do último balanço feito pelas autoridades moçambicanas na sequência da explosão de um paiol, ontem, em Maputo, Moçambique.
23 de Março de 2007 às 16:48
De acordo com o ministro da Saúde moçambicano, Ivo Paulo Garrido, “temos, no momento, 65 cadáveres na morgue do Hospital Central de Maputo e outros sete no Hospital Jose Macamo”. Foram ainda contabilizados, até ao momento, 360 feridos, maioria em estado grave, internados nos cuidados intensivos dos três maiores hospitais da região, acrescentou Garrido.
No entanto, segundo o próprio governante, estes números podem ainda vir a aumentar, tratando-se, portanto, de um balanço provisório.
O Ministério da Defesa moçambicano informou entretanto que a explosão no armazém de armamento, localizado no bairro de Malhazine, à saída da capital moçambicana, ocorreu devido às altas temperaturas que se fizeram sentir durante o dia de ontem, e não por causa de um curto-circuito, como avançado anteriormente.
Devido ao incidente, o presidente moçambicano, Armando Guebuza, cancelou uma viagem oficial à África do Sul agendada para este fim-de-semana, estando previsto que dê uma conferência de imprensa mais tarde, após visitar algumas das vítimas nos hospitais.
De acordo com a TSF, sete brigadas constituídas por cerca de 300 homens do Exército de Moçambique continuam nos arredores do paiol a retirar corpos e a apanhar projécteis espalhados pelas ruas da cidade.
VÍTIMAS PEDEM INDMNIZAÇÕES
Muitos populares, vítimas das explosões, afluíram à entrada principal do paiol. Querem saber a quem pedir responsabilidades e reivindicam ajuda monetária do Governo para fazer face aos prejuízos que sofreram.
MOÇAMBIQUE RECEBE APOIO
Uma zona do paiol das Forças Armadas moçambicanas continua a arder, desde ontem, quinta-feira, podendo a coluna de fumo ser avistada a quilómetros de distância. Muitas munições, que foram projectadas, continuam por explodir.
Para Moçambique, estão a deslocar-se sapadores do Exército sul-africano para ajudar os militares locais a evitar novas deflagrações. A estes especialistas, deverão juntar-se brevemente peritos bósnios “altamente treinados”, que se encarregarão da limpeza da área e da implementação de medidas de segurança adicionais.
DHLAKAMA ACUSA MINISTÉRIO DE DESINFORMAÇÃO
O presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama, acusa o Ministério da Defesa de “desinformação”, por considerar que há países com temperaturas mais altas, onde estes acidentes não acontecem. Para Dhlakama, as explosões aconteceram devido à falta de ordem nos quartéis moçambicanos “onde os militares se misturam com os civis, num ambiente sem regras nem regulamentos”.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)