Doa rim para salvar chefe mas acaba despedida

Existem várias formas de conservar o emprego, mas a doação de um rim para o chefe parece não ser uma boa aposta. Que o diga Debbie Stevens, uma norte-americana, de 47 anos, que foi despedida apesar de um dos seus órgãos ter sido entregue à sua superior hierárquica na Atlantic Automotive Group.

26.04.12
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Doa rim para salvar chefe mas acaba despedida
Debbie diz que se sente usada pela chefe da empresa Foto DR

De acordo com o ‘The Post’, Debbie apresentou na sexta-feira uma reclamação junto da Comissão de Direitos Humanos de Nova Iorque, alegando que a sua chefe, Jackie Brucia, de 61 anos, a usou para garantir a doação do rim, tendo-a depois descartado.

“Tornei-me doadora de órgãos devido à minha chefe. Não queria que ela morresse”, justificou Debbie Stevens, acrescentando que tudo mudou após a cirurgia. “Depois da operação comecei a ser maltratada, de forma desumana. Senti que fora contratada apenas para doar o rim”.



Em Junho de 2010, Debbie deixara a empresa de Nova Iorque para se mudar para a Florida. No entanto, poucos meses depois regressou à sua antiga cidade. Decidiu então visitar os ex-colegas de trabalho e foi nessa altura que descobriu os problemas de saúde de Jackie Brucia.

Em conversa com antiga patroa, Debbie comprometeu-se a dar um dos seus rins para a ajudar, em caso de ser necessário.

“Ela contou-me que tinha um possível dador compatível. Mas deixei claro que, se algo corresse mal, eu estaria disposta a ajudá-la”, referiu.

Debbie voltou a ser contratada pela Atlantic Automotive Group. Pouco depois, a chefe contou-lhe que o seu anterior transplante fora rejeitado, pelo que necessitaria de uma nova operação.

Ao fazer os testes, Debbie verificou que não era compatível com a patroa. Ainda assim, aceitou doar o rim, pois desta forma Jackie poderia subir na lista de transplantes.

No regresso ao emprego, Debbie verificou a superior a tratava de forma diferente. Pouco depois adoeceu, tendo ficado em casa por três dias. Após recuperar, foi pessoalmente demitida por Jackie Brucia.

“Jackie disse-me que eu não podia ficar ausente do emprego quando me apetecia, pois as pessoas poderiam pensar que tinha tratamento especial”, contou Debbie, sobre o dia do seu despedimento.

Agora, a mulher decidiu processar a empresa e a sua ex-patroa, justificando que foi humilhada e usada.

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