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Dois sindicatos aceitam proposta da IP de serviços mínimos na greve de 31 de outubro

Sindicatos exigem ainda a "atualização dos valores salariais, sem inclusão dos valores já acordados e aplicados em 2018".

22 de outubro de 2018 às 12:43

Dois sindicatos aceitaram a proposta da IP-Infraestruturas de declarar serviços mínimos na greve de 31 de outubro e possibilitar a realização de 25% dos comboios habitualmente em circulação, segundo uma ata de uma reunião no Ministério do Trabalho.

Segundo o documento consultado pela agência Lusa, a Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF) e o Sindicato Nacional de Ferroviários e Afins (SINFA) aceitaram a proposta da empresa.

"Em face das posições convergentes das partes, o representante dos serviços do Ministério concluiu pela possibilidade da obtenção de um acordo quanto, aos serviços mínimos e aos meios necessários para os assegurar durante a greve", lê-se no documento.

Esta reunião, realizada na sexta-feira, foi convocada pelos serviços do Ministério do Trabalho, no âmbito do pré-aviso de greve emitido pela ASCEF e o SINFA na IP-Infraestruturas de Portugal, IP-Engenharia, IP-Património e IP Telecom para dia 31 de outubro.

Neste encontro, o representante da IP considerou "manifestamente insuficiente" a proposta dos sindicatos, contrapondo com a necessidade de avançar com a realização de 25% dos serviços habitualmente prestados.

A percentagem foi aceite pelos representantes dos trabalhadores, que inicialmente tinham avançado com a proposta de 15% de serviços mínimos, além dos estipulados legalmente.

As estruturas sindicais apresentaram como reivindicações para o protesto a apresentação de propostas na negociação coletiva "em que há divergência" e "proposta para o regulamento de carreiras".

Os dois sindicatos exigem ainda a "atualização dos valores salariais, sem inclusão dos valores já acordados e aplicados em 2018".

Em 10 de outubro, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) anunciava que a greve na IP marcada para dois dias depois decorreria em 31 de outubro, nos "mesmo moldes".

"Na sequência da reunião de hoje [10 de outubro] e face à posição fechada do Governo/Administração da IP, as organizações sindicais decidiram reformular as formas de luta em curso, começando pelo adiamento da greve marcada para a próxima sexta-feira [12 de outubro], para o próximo dia 31 de outubro, nos mesmos moldes", lê-se numa informação divulgada pela FECTRANS.

O tribunal arbitral tinha decidido que a greve não iria ter serviços mínimos, além dos obrigatórios por lei. A CP tinha alertado anteriormente sobre as "fortes perturbações" na circulação de comboios devido ao protesto dos trabalhadores.

Os sindicatos que convocaram a greve exigem "respostas às propostas sindicais tanto da parte da empresa como do Governo" em relação à negociação do acordo coletivo, disse o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, à Lusa.

"A empresa e o Governo pretendem fazer uma negociação sem a valorização salarial e profissional dos trabalhadores", defendeu o dirigente sindical, acrescentando que, nesta altura, "há uma grande distância" entre as posições dos sindicatos e da IP para que seja possível um acordo.

No passado dia 15, as organizações de trabalhadores da Infraestruturas de Portugal decidiram fazer, em 25 de outubro, um cordão humano entre o Ministério do Planeamento e Infraestruturas e a residência oficial do primeiro-ministro e manter a greve anunciada.

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