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"É importante disputar a segunda final da nossa história"

O seleccionador português de futebol, Paulo Bento, disse esta terça-feira encarar a meia-final do Euro2012, frente à Espanha, como uma oportunidade de melhorar o registo luso, com a conquista da segunda final da história.
26 de Junho de 2012 às 18:48
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Paulo Bento, selecção nacional, meias-finais, futebol, história FOTO: LUSA / MARIO CRUZ

"Estivemos em quatro meias-finais na história e agora estamos com as possibilidades bonitas de jogarmos a segunda final da nossa história. Não me parece que exista mais motivação do que isso. Os jogadores foram quem mais trabalharam para viver este momento, não me parece que precisem de uma palavra extra, e que o façam prolongar, ganhando este jogo para estar em Kiev", afirmou Paulo Bento, em conferência de imprensa.

Desvalorizando a sua inexperiência nesta fase de grandes competições, o técnico luso disse ambicionar conseguir como técnico o que não conseguiu no Euro2000. "Já estive numa meia-final como jogador, quando estivemos perto desse objectivo. Oxalá, como treinador, consiga esse feito. Não vai ser fácil, mas acreditamos que é possível. O que é importante é que nós, selecção e país, possamos disputar a segunda final da nossa história", reiterou.

A confiança transmitida por Paulo Bento assenta, segundo o próprio, no "percurso muito bom, na fase de qualificação e durante a fase final".

"Se repararmos nos quatro jogos que fizemos no Euro2012, só não fizemos golos à Alemanha e só não sofremos com a República Checa. No jogo que não marcámos, em função das oportunidades que tivemos, podíamos tê-lo feito", frisou.


Recuando ao período anterior à fase final, Paulo Bento salientou a importância de manter a confiança na equipa e nos jogadores, para a chegada a esta fase da prova.

"Depois dos dois jogos particulares, continuámos a acreditar. Os primeiros que tinham de continuar a acreditar eramos nós e, em particular, eu, nos 23 que escolhi. Foi o que fizemos, depois, as opiniões das pessoas vão divergindo. O mais importante é que a desconfiança se possa traduzir num momento de felicidade para o país, num momento em que voltam a acreditar na selecção, por mérito dos jogadores", explicou.

Paulo Bento recusou deixar-se enganar, redireccionando o mérito para os jogadores e considerando que a inspiração para o encontro de quarta-feira deve estar "no trabalho, no talento e na dedicação dos jogadores que estão neste Europeu".

"Não me deixo enganar, eu, nem os que estão aqui comigo, não foi pelas críticas que chegámos aqui. Se fosse assim, não precisávamos de jogadores nem treinadores, chamávamos uns artistas para criticar, mas isto não funciona assim", referiu.

Portugal e Espanha vão defrontar-se na quarta-feira, no estádio Donbass Arena, em Donetsk, a partir das 21h45 locais (19h45 em Lisboa), num jogo que vai ser arbitrado pelo turco Cuneyt Çakir.


SELECÇÃO TEM DE SER ORGANIZADA, PACIENTE E SABER SOFER

 

"O jogo vai ter seguramente momentos em que iremos conseguir dominar, não tenho dúvidas em relação a isso. Nós queremos ter a bola, mas sabemos que, do outro lado, está um grupo que tem superado praticamente todas as equipas, logo, nós devemos ter a ambição de a ter, a coragem de os atacar. Sabemos o que queremos e com quem o queremos fazer, o nosso objectivo não é passar o tempo a defender, queremos dividir o jogo com a selecção que é campeã da Europa e do Mundo", referiu Paulo Bento.

 

O seleccionador nacional disse estar certo de que Portugal vai "criar muitos problemas e muitas dificuldades" à selecção espanhola e, admitindo que é o "jogo mais fácil em termos motivacionais", advertiu para a necessidade de existir equilíbrio emocional, "porque o jogo vai durar 90 ou 120 minutos": "Sendo que o nosso objectivo é resolvê-lo a nosso favor nos 90 minutos".

 

"Tudo passa por gerir da melhor maneira os momentos do jogo", rematou o técnico, destacando a importância de Portugal ser "paciente" e "saber sofrer" e de encontrar o "melhor momento para atacar e contra-atacar".

 

Realçando o poderio do adversário, Paulo Bento recordou que a selecção espanhola "teve dificuldades com a Itália, contra a Croácia e, apesar do domínio, contra a França" e apontou como "arma" a "organização", que, disse, o deixa "descansado".

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