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Economia portuguesa pode resistir à crise

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, defendeu esta terça-feira em Bruxelas que a economia europeia e portuguesa têm condições que permitem enfrentar a actual crise dos mercados internacionais, recusando a ideia de ter um “optimismo balofo ou gratuito”.
22 de Janeiro de 2008 às 16:40
O governante rejeitou a ideia que o “problema iniciado nos Estados Unidos” signifique necessariamente uma redução do crescimento português. A posição de Teixeira dos Santos “assenta numa análise objectiva”, como o próprio sustentou.
A economia europeia tem fundamentos “mais robustos”, continuou o ministro, pelo que não é de esperar uma “desaceleração acentuada” no crescimento dos 27 estados-membros. No que respeita a Portugal, “acho que não temos de estar permanentemente a rever previsões”, de crescimento. Teixeira dos Santos contrariou assim a posição de Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, que antes tinha admitido a possibilidade de rever as previsões de crescimento.
Na mesma linha de declarações de Cavaco Silva, Presidente da República, o governante realçou ainda que a economia portuguesa tem condições para enfrentar com “confiança” os desenvolvimentos que possam ocorrer. O sector das exportações, o processo de renovação e modernização do tecido industrial e a redução do défice orçamental são os exemplos de “dinamismo” apontados por Teixeira dos Santos, como bons sinais da economia portuguesa.
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