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Egito inicia obras de ampliação do Canal do Suez após bloqueio pelo Ever Given

Bloqueio de seis dias interrompeu parte do comércio mundial, obrigando alguns barcos a percorrer a rota alternativa pelo extremo sul de África.
Lusa 15 de Maio de 2021 às 18:09
Navio encalhado no Canal do Suez
Navio encalhado no Canal do Suez FOTO: Suez Canal Authority/ Reuters
A Autoridade do Canal do Suez iniciou este sábado obras para ampliar dez quilómetros do troço sul, onde o navio Ever Given encalhou em março causando o bloqueio de uma das vias de navegação mais importantes do mundo.

De acordo com a agência Efe, o almirante Osama Rabie, chefe da Autoridade que controla o canal, afirmou que o projeto tem lugar cumprindo "as diretivas do presidente [egípcio] Abdelfatah al Sisi para começar de imediato" a ampliação e "fixar uma agenda para a completar o quanto antes".

O responsável assegurou que o projeto é uma continuação dos "esforços para desenvolver a via de navegação que se iniciou com a abertura do novo Canal do Suez", assinalando que o projeto terá "várias fases".

A primeira, que começou hoje, desenvolve-se na zona dos Pequenos Lagos, que se ampliará em dez quilómetros para chegar aos 82 quilómetros de longitude na parte do novo canal, inaugurada em 2015, de acordo com o comunicado oficial hoje divulgado.

"A importância do projeto de ampliação em curso é elevar a eficiência do canal e reduzir o tempo de trânsito dos barcos, além de aumentar o fator de segurança de navegação na região meridional [sul] do canal", de acordo com Rabie.

Na segunda fase, continuarão as obras para ampliar em mais 30 quilómetros a zona sul.

O porta-contentores Ever Given, de propriedade japonesa e bandeira do Panamá, encalhou no canal do Suez a 23 de março, tendo voltado a navegar seis dias depois, mas ainda se encontra no Grande Lago do canal devido a uma disputa económica entre os proprietários e a Autoridade do Canal, que pede uma compensação de 755 milhões de euros pelos danos e prejuízos causados.

O bloqueio de seis dias interrompeu parte do comércio mundial, obrigando alguns barcos a percorrer a rota alternativa pelo extremo sul de África, ao passo que mais de 400 embarcações ficaram em espera perto do canal, tanto a norte como a sul.

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